Tenho me revoltado muito com as publicações de pais na Internet (Youtube/Facebook/etc) em que pais divulgam crianças sofrendo (chorando, assustadas, caindo...).
Quem são esses seres humanos que enquanto o(a) filho(a) chora e precisa de colo, afago, carinho se preocupa em ficar com um celular na mão para gravar a criança sofrendo, para depois divulgar como se fosse engraçado?
Os pais tem DEVER de proteger seus filhos, na medida do que é possível. Nem sempre estaremos na vida deles, mas enquanto podemos, devemos.
A Internet criou várias facilidades... eu poder conversar com vocês... podermos rever amigos de longa data... ou encontrar novos!
Mas como e com qual idade devemos liberar/monitorar os recursos da rede? Afinal, não faz sentido priva-lo(a) desse recurso que será parte da vida dele(a) para sempre, pessoal e profissionalmente (minha opinião pessoal).
Busquei várias fontes, e abaixo o que encontrei:
1- Estabeleça horários de uso e as regras
Uma das regras até por volta dos 16-18 anos (dependerá da maturidade do(a) pimpolho(a) é ter acesso a todas as senhas das redes sociais e deixar claro que você as vasculhará.
Com a detecção da maturidade do adolescente a "invasibilidade" pode ser retirada e será uma prova de confiança entre você e seu (sua) filho (a).
Veja aqui quais os sinais de maturidade.
2-Sempre deixe o computador em local visível e sempre dê uma "passadinha" por ali
Tente ser discreto(a) na hora de chegar, há vários recursos que os (as) pequenos (as) rapidamente aprendem para fechar janelas rapidamente.
3- Use o Windows Live para monitorar a navegação da criança
4- Use o Zuggi, um buscador na web, específico para crianças que bloqueia sites impróprios. Gratuito!
5- Deixe claro o que é PEDOFILIA, seus perigos e como detectá-la.
Indique que qualquer contato suspeito deve ser comunicado e observado por você.
Avise que não devemos aceitar o convite de qualquer pessoa, e sim de pessoas que conhecemos pessoalmente ou nos são indicadas pela escola, amigos ou familiares.
Oriente que qualquer contato excessivo, que o tempo todo insista para obter informações pessoais, são suspeitas.
6- Ensine que nem tudo que está nas redes sociais é VERDADE.
Explique claramente que antes de reproduzir uma informação é importante avaliar a fonte e a veracidade. Deixe claro que em caso de dúvidas você sempre estará a disposição para ajudar!
7- PRIVACIDADE
Deixe claro que senhas, endereços pessoais, da escola e/ou virtuais, NUNCA preencher questionários/formulários online sem sua aprovação, NÃO compartilhar fotos com desconhecidos, NUNCA aceitar encontrar "novos amigos" feitos online sem a sua presença.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Andar de carro é divertido,mas tem de ser seguro: da cadeirinha até o cinto de segurança!
Quando eu era criança andávamos sem cinto de segurança, as crianças muitas vezes iam no porta malas (especialmente do fusca)... Por que mudou? Porque o mundo mudou!
Os automóveis são mais velozes, as ruas, estradas e demais vias mais lotadas e nós aprendemos com os nossos próprios erros, como em tudo na vida.
Quando eu estava no 5º/6º da Faculdade de Medicina, os anos que chamamos de "internato" nos quais começamos a atuar sob supervisão de professores e preceptores,o cinto de segurança não era obrigatório. Lembro-me da quantidade, e gravidade, das lesões nos acidentes de trânsito... :-(
Um caso que me marcou profundamente foi de um garoto de 3 anos de idade que morava na nossa unidade semi-intensiva desde o 1º mês de vida. Ele estava no colo da mãe, indo para sua primeira consulta pediátrica, quando foi vítima de um acidente automobilístico e ficou tetraplégico, dependente do aparelho de respiração mecânica, comendo por via de sonda gástrica (introduzida diretamente no estômago)... e nunca mais foi para casa até morrer por complicações infecciosas...
Então, a minha coluna hoje é em homenagem a ele.
1- A cadeirinha é OBRIGATÓRIA desde a saída da maternidade
Não é por causa da multa, não é por causa dos outros, você decidiu ser pai/mãe e portanto é responsável pela segurança desse(a) serzinho(a) que o Universo te entregou.
Primeira coisa na hora de adquirir uma: a marca deve ser certificada pelo IMETRO, cheque antes de comprar, usando a expressão "dispositivo de retenção para crianças" na guia "Buscar".
Segundo: cheque o tamanho da cadeirinha e o espaço traseiro do seu carro para não deixá-la "colada" nos bancos da frente. NUNCA COLOCAR A CADEIRA NO BANCO DA FRENTE!!
Terceiro: não se preocupe com a "cabecinha" ficar "caída". Não fará mal para a criança. Mas, se te incomodar há apoios de pescoço que podem ser usados.
2-Tipo de cadeira versus idade
Cada idade e peso necessita de uma proteção diferente.
Basicamente:
Para saber mais consulte o Guia da Cadeirinha site Criança Segura.
3- Como sempre: VOCÊ É O EXEMPLO
Isso vale para tudo. Nenhuma criança aceita verdades absolutas que só valem para ele(a) e não para os pais. Se você, seu/sua parceiro(a) e os caronas não usarem o cinto, por que ele/ela tem de usar?
Exija de todos estarem nos sues devidos lugares, com os cintos, para que você ligue o carro! (Minha mãe odeia isso!)
4- Aproveite o passeio de carro para dar as primeiras lições de segurança no trânsito
Vá contando as regras dos semáforos (vermelho, amarelo, verde), o uso da faixa de pedestres, a importância de olhar para os dois lados antes de atravessar a rua. Quando vir algum comportamento incorreto (alguém atravessando entre os carros e/ou embaixo das passarela e não nelas) aponte o erro e comente o risco. Aproveite para criar um cidadão consciente e seguro.
5-Quando permitir o uso do banco da frente?
Essa resposta vai dar briga, mas até os 13 anos lugar de criança é no banco de trás. (Veja mais em: http://www.scielo.br/pdf/jped/v81n5s0/v81n5Sa08.pdf)
Os automóveis são mais velozes, as ruas, estradas e demais vias mais lotadas e nós aprendemos com os nossos próprios erros, como em tudo na vida.
Quando eu estava no 5º/6º da Faculdade de Medicina, os anos que chamamos de "internato" nos quais começamos a atuar sob supervisão de professores e preceptores,o cinto de segurança não era obrigatório. Lembro-me da quantidade, e gravidade, das lesões nos acidentes de trânsito... :-(
Um caso que me marcou profundamente foi de um garoto de 3 anos de idade que morava na nossa unidade semi-intensiva desde o 1º mês de vida. Ele estava no colo da mãe, indo para sua primeira consulta pediátrica, quando foi vítima de um acidente automobilístico e ficou tetraplégico, dependente do aparelho de respiração mecânica, comendo por via de sonda gástrica (introduzida diretamente no estômago)... e nunca mais foi para casa até morrer por complicações infecciosas...
Então, a minha coluna hoje é em homenagem a ele.
1- A cadeirinha é OBRIGATÓRIA desde a saída da maternidade
Não é por causa da multa, não é por causa dos outros, você decidiu ser pai/mãe e portanto é responsável pela segurança desse(a) serzinho(a) que o Universo te entregou.
Primeira coisa na hora de adquirir uma: a marca deve ser certificada pelo IMETRO, cheque antes de comprar, usando a expressão "dispositivo de retenção para crianças" na guia "Buscar".
Segundo: cheque o tamanho da cadeirinha e o espaço traseiro do seu carro para não deixá-la "colada" nos bancos da frente. NUNCA COLOCAR A CADEIRA NO BANCO DA FRENTE!!
Terceiro: não se preocupe com a "cabecinha" ficar "caída". Não fará mal para a criança. Mas, se te incomodar há apoios de pescoço que podem ser usados.
2-Tipo de cadeira versus idade
Cada idade e peso necessita de uma proteção diferente.
Basicamente:
- Até 1 ano de idade –bebê conforto instalado de costas para o banco do motorista;
- De 1 a 4 anos de idade – cadeira para auto;
- De 4 a 7 anos e meio de idade - assento de elevação, o booster;
- A partir dos 7 anos e meio – no banco traseiro com o cinto de segurança.
Para saber mais consulte o Guia da Cadeirinha site Criança Segura.

Isso vale para tudo. Nenhuma criança aceita verdades absolutas que só valem para ele(a) e não para os pais. Se você, seu/sua parceiro(a) e os caronas não usarem o cinto, por que ele/ela tem de usar?
Exija de todos estarem nos sues devidos lugares, com os cintos, para que você ligue o carro! (Minha mãe odeia isso!)
4- Aproveite o passeio de carro para dar as primeiras lições de segurança no trânsito
Vá contando as regras dos semáforos (vermelho, amarelo, verde), o uso da faixa de pedestres, a importância de olhar para os dois lados antes de atravessar a rua. Quando vir algum comportamento incorreto (alguém atravessando entre os carros e/ou embaixo das passarela e não nelas) aponte o erro e comente o risco. Aproveite para criar um cidadão consciente e seguro.
5-Quando permitir o uso do banco da frente?
Essa resposta vai dar briga, mas até os 13 anos lugar de criança é no banco de trás. (Veja mais em: http://www.scielo.br/pdf/jped/v81n5s0/v81n5Sa08.pdf)
terça-feira, 15 de setembro de 2015
O lado negro da mater/paternidade
Estava em uma festa de aniversário de uma das melhores
amigas da Bia e perguntei: qual deve ser a minha próxima coluna? E aí veio o
tema: o lado negro da maternidade.
Como é?????? Como assim tem lado ruim? Ser mãe/pai é
fantástico e tudo é lindo...
Mentira!
As mães costumam ter mais neuroses, mas esquecem que os pais
também têm seus dramas.
As grávidas ouvem só sobre sono e a rotina chata dos
primeiros meses e não se prepararam para o resto. E para os coitados dos pais ninguém
fala nada. Continuam usando o modelo: só a mãe cuida....
Então hoje vamos ao sincericídio: o lado negro da
mater/paternidade.
1-
Medo de morrer
À partir do momento que você vê a criança e nota que será
responsável por alguém ser feliz, ou não, saudável, ou não, etc... Você começa
a pensar na insuportável pergunta, mas e se eu morrer?
Para a cultura brasileira há algumas providências que pensei
e que podem parecer estranhas, mas vá lá:
·
Testamento: estabelecer exatamente quem deve ser
responsável pelo seu/sua filho (a) caso algo aconteça;
·
Reserva de fundos para educação: se você é
organizado faça um investimento próprio, se não for compre um plano de
previdência deste tipo
·
Plano de saúde: se vocês adultos faltarem o
plano de saúde da empresa acaba e... então tenham planos próprios que o
responsável legal pelo (a) seu/sua filho (a) poderá manter.
·
Vá ao médico. Faça checkup. Seja mais saudável.
2-
Pós-parto é ruim, mas passa
Seja parto normal ou cesariana (sim, ela é uma opção para
várias situações e não é crime) o pós-parto é um período de dor. Não é errado
senti-la e, por favor, divida o desconforto com seu/sua parceiro (a). Nesse
momento, ele (a) está ansioso (a) para fazer alguma coisa por você e o papel de
super-mulher os (as) enche de medo de ser desnecessário (a).
3-
Baby Blues e depressão
A maioria das mulheres passam pelo baby blues (encontrei
números de 60 até 80%) que é o resultado da imensa variação hormonal que
acontece no final da gestação.
Durante a gravidez a mãe está inundada de hormônios. Depois que
a criança nasce a quantidade de hormônio (estrógeno e progesterona) se altera
bruscamente e isso leva a alteração da quantidade de neurotransmissores,
substâncias que comunicam aos diferentes locais do cérebro as sensações de
alegria/tristeza/prazer. Com o tempo o corpo volta ao normal.
Os sintomas começam entre o 3º e o 10º dia pós-parto quando
a sensação de cansaço e de ser incapaz e incompetente se instalam. A privação
de sono, resultado da amamentação, piora o quadro. São sentimentos verdadeiros
e reconhecer e dividir com o (a) parceiro (a) é muito importante. Que o (a)
parceiro (a) possa ser a pessoa a acordar com o choro do bebê e trazê-lo (a)
até você (ao invés de você se levantar toda vez que o bebê chora) já ajuda
muito. Saber que pode tomar um longo banho porque há alguém a postos caso o bebê
chore, também. Seria interessante que o (a) parceira pudesse pensar em tirar
alguns dias de férias nesse começo (já que a licença legal é curta e foi criada
para que “o pai pudesse registrar a criança”.)
Deu vontade de chorar? Chore. Não tenha culpa. Você não é
uma horrível mãe porque não está absurdamente feliz. Praticamente nenhuma está.
Com apoio da família e amigos o baby blues passa em cerca de
2 semanas. Mas a depressão pós-parto é outra coisa. Na depressão a sensação de
incapacidade de cuidar da criança e de si mesma é aterrorizante e muitas vezes
gera impulsos suicidas ou homicidas. É mais frequente em pessoas com história
prévia e/ou familiar de depressão, que tenham tido problemas durante a gravidez
(especialmente de saúde). Segundo estatísticas norte americanas 10 a 15% das
mulheres apresentam o problema. Neste caso só apoio familiar e dos amigos não
adianta, é necessário tratamento psiquiátrico com medicação.
4-
Amamentar doí!
Sim, amamentar é fundamental para a saúde da criança e o
ideal é que o leite materno seja o alimento exclusivo dela até o 6º mês de
vida. (Vovós e vovôs, atenção: chá é contraindicado). Mas dói! O mamilo precisa
ser preparado para a sucção constante antes do nascimento do bebê. E mesmo
assim a tração, fricção e atrito constantes geram desconforto. A criança também
está em processo de aprendizado, nunca fez aquilo antes. Leia como se preparar
em: http://pediatriadescomplicada.com/2014/10/27/mamae-saiba-qual-a-melhor-posicao-e-pega-na-hora-de-amamentar
5-
Culpa: quero ficar sozinha um pouco! Quero ir embora daqui!
Sim, queremos! Queremos sair para dançar, ir ao cinema,
comer e beber bem sem que um choro ou alguém grite “manhê”.... Queremos dormir
até tarde... Queremos ficar sozinhas em casa em total e maravilhoso silêncio!
Por que não conseguimos? Porque a “cultura geral” diz que é
nosso dever estar totalmente à disposição da criança! E aprendemos que “deixar
com os outros” é errado. Primeiro, o (a) nosso (a) parceiro (a) não é “com os
outros” e sim alguém que decidiu entrar nessa jornada conosco. Mesmo que em
algum momento vocês já não coabitem, ambos (as) tem os mesmos direitos e
deveres em relação à prole.
Tenho ouvido muitas queixas de parceiros (as) especialmente
nos primeiros 2-3 anos de vida: eu não posso ficar sozinho (a) com meu filho
(a)! A mãe dele acha que eu sou incapaz!
A verdade é perniciosa. Nos sentimos tão poderosas nesse
papel de mãe que não queremos abrir mão desse poder para ninguém, sequer
compartilhar. É bom (mas é ruim) ser essa super-heroína que trabalha, cuida e
arruma tudo! Para as gerações passadas era o que as mulheres tinham de força e
de contrapartida nas relações...
O mundo mudou... E agora trabalhamos, estudamos, fazemos
esportes e temos outros interesses. Mas o comportamento “ideal” ainda está na
nossa mente, colocado pelas histórias que ouvimos desde pequenas e muitas vezes
pela educação que nossos pais nos deram.
Está na hora de reconhecer, partilhar o poder e educar o (a)
nosso (a) pimpolho (a) para ser diferente na vez dele (a).
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Primeira visita ao Dentista (odontopediatra)
Para começar precisamos acabar com a
idéia de que ir ao dentista é ruim e chato. Essa história precisa mudar para o
bem de nossas crianças e da saúde geral delas. O comportamento de nossos filhos
é reflexo do aprendizado em casa, essa lição deve ser aprendida na infância.
A maior aliada da odontopediatria e
de uma boa experiência com o dentista na infância é a prevenção. Portanto, a
primeira visita ao dentista tem que ser feita antes de 1 ano de idade, quando
aparecem os primeiros dentinhos de leite. Sim, levar seu filho pequeno para
visitar o dentista, escutar as dicas sobre alimentação, higienização da boca,
desfazer dúvidas é super importante. Mesmo que seja de uma maneira lúdica essa
visita. Mas aí vem a pergunta: essa dentista não para de brincar com meu filho,
será que dá para começar logo essa consulta? Bem, a consulta já começou e você
não percebeu. A maneira que um odontopediatra apresenta o mundo odontológico
para seu filho fará total diferença. Se familiarizar com o ambiente,
instrumentais, cadeira, ar, água, por meio de brincadeiras, abre um canal de
comunicação e confiança que dará condições possíveis ao atendimento. Quando for
necessário realizar um procedimento mais complexo, seu filho já estará seguro e
confiante para fazê-lo.
O odontopediatra usa muita cor,
brinquedos e bichos de pelúcia no consultório, para ter um ambiente adequado ao
receber a criança, onde ela se sinta acolhida e esperada. A visita deve ser
tratada de uma forma natural, tranquila e será uma experiência única e
diferente da época dos pais. É natural que os pais fiquem apreensivos, mas não
precisam trazer uma platéia para a primeira consulta: vovô, vovó, babá e os
irmãos. A criança irá ao dentista para cuidar dos dentes e não para um show em
que ela será o centro das atenções. Então vamos manter a leveza e a tranquilidade?
E se ele chorar? Não se preocupem.
Pode ser timidez, receio por algo desconhecido, pode ser até um pouco de medo
pela nova situação. O odontopediatra fará a adaptação do seu filho, até que ele
se sinta confortável para o atendimento odontológico. Por isso a importância da
prevenção e não levar seu filho ao dentista quando estiver com dor, cárie.
Outra questão importante é prometer
presentes e passeios caso seu filho se comporte. Isso não é recomendável!
Sabemos que a expectativa é grande, mas um profissional da área vai saber como
lidar com o choro e a negação, quando menos se esperar, seu filho vai amar ir
ao dentista e esperar ansioso para uma próxima visita.
Então, quando for falar com seu filho
sobre a primeira visita ao dentista, soe genuinamente feliz, alegre, tranquilo,
divertido e curioso. Fale que ele vai brincar, mostrar os dentinhos e aprender
a cuidar deles. Mostrar curiosidade pelo que a tia/tio tem guardado para
mostrar e ensinar para eles. A experiência nesse primeiro momento vai
direcionar todo o futuro da criança no consultório odontológico.
Dra
Tatiana Matuck CRO -SP 100695
Odontopediatria,
Ortodontia e Ortopedia dos Maxilares.
Rua
Ministro Luiz Gallotti, 215 Brooklin
Tel
5561 2323
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Pesadelo é uma coisa. Terror noturno, outro.
Você está dormindo tranquila e profundamente... e aí gritos aterrorizantes te acordam...
O que é? O que eu faço? E agora?
Os pais ficam apavorados, desesperados porque não conseguem evitar e/ou resolver a situação que incomoda o (a) filho (a). E para nós pais o que é pior do que descobrir não ser capaz de evitar qualquer sofrimento na vida dos nossos (as) pimpolhos (as)? Mesmo quando eles (as) tiverem 50 anos...
Vamos entender para nos culparmos menos... (não nos culpar... eu julgo impossível)
1- O que é sono?
Sono é um período de repouso para o corpo e a mente quando a volição (capacidade de escolher) e a consciência (capacidade de entender, analisar e compreender) estão parcial ou totalmente inativos.
Ele se divide em 2 períodos reconhecidos pelo Movimento dos Olhos: Período sem movimentos rápidos dos olhos (NREM, do inglês, Non Rapid Eye Movement, 75% do tempo que dormimos) e o com esses movimentos (REM, Rapid Eye Movement).
NREM: (1) sonolência: período em que você começa a se preparar para dormir, geralmente deixando a mente vaguear por vários acontecimentos recentes, dura mais ou menos 5 minutos e qualquer estímulo acorda a pessoa; (2) sono "não profundo", duração média de 5 até 15 minutos, para "acordar" a pessoa necessita de estímulos mais intensos (tátil, sonoro...) podem aparecer sonhos com história; (3) aprofundamento do sono (15 a 20 minutos) e (4) sono profundo (40 minutos) quando acordar a pessoa é muito, mas muito difícil. No NREM há liberação do hormônio do crescimento, em grandes quantidades.
Depois de todo esse NREM, começa o sono REM: momento em que os músculos estão totalmente parados e relaxados, mas o cérebro está em plena atividade (como na fase de sonolência) há sonhos relacionados a fortes situações emocionais. A função é separar o memórias "inúteis" do dia-à-dia (" a cor do carro estacionado na frente da escola") do que é importante para fixar apenas o importante na memória. É o momento que mandamos lembranças inúteis para a "lixeira" do nosso "computador" (cérebro) e a esvaziamos.
2-Pesadelo
Acontece na fase REM, geralmente na segunda metade da noite, e é relacionado a um sonho assustador, e a criança acorda (na maioria das vezes) e consegue contar que o medo foi gerado por uma "história" relacionada ao sonho. Tem relação com algumas situações do cotidiano que a criança vivenciou: um filme de terror, o medo de cair do brinquedo quando se desequilibrou, uma história aterrorizante contada por um amiguinho...
Nesse momento confortar, explicar que está ali para protegê-lo (a) e que aquele fato "não é real" ou "já passou" funciona.
Para evitar o pesadelo ter uma boa rotina para dormir, evitar histórias ou filmes com conteúdos que podem causar a sensação de medo na criança. Para descobrir o "gatilho" do pesadelo revise o dia da criança do ponto de vista da idade e maturidade emocional dela. (Com a minha Bia um dos desencadeantes foi o seriado "Chaves"... afinal ela nunca tinha visto, até aquele momento, crianças brigando e batendo uma nas outras)
3- Terror Noturno
Pode começar por volta dos 9 meses, de 10 a 15% das crianças tem pelo menos 1 crise por ano, em adolescentes 5 a 10% tem pelo menos 1 crise anual e entre os adultos 1 a 5%.
Acontece na primeira metade da noite (2 a 4 horas depois do adormecer), fase NREM. A criança grita, se agita fisicamente (senta, chuta, bate...) , pode suar muito, respirar rápido e ter os batimentos cardíacos muito acelerados. Há uma sensação de desconforto e/ou medo forte, mas não se relaciona especificamente a um fato ou história. Na maioria dos casos a criança não acorda (ou seja, não fica consciente).
Costuma ter história familiar, ou seja, se o seu/sua filho (a) mais velho (a) - ou você - tem e/ou teve terror noturno o (a) próximo (a) filho (a) tem mais chances de apresentar o problema.
Algumas situações aumentam a chance do terror, cansaço excessivo, estresse, febre e/ou outro desconforto físico (incluindo bexiga cheia), dormir em lugar estranho/diferente, muito som e/ou luz.
Neste caso acolher fisicamente é fundamental para passar a sensação de conforto. Evite acordar a criança. Repita com voz calma e tranquila "Papai e mamãe, ou papais, ou mamães te amam" ou cante uma canção de ninar baixinho.
O que é? O que eu faço? E agora?
Os pais ficam apavorados, desesperados porque não conseguem evitar e/ou resolver a situação que incomoda o (a) filho (a). E para nós pais o que é pior do que descobrir não ser capaz de evitar qualquer sofrimento na vida dos nossos (as) pimpolhos (as)? Mesmo quando eles (as) tiverem 50 anos...
Vamos entender para nos culparmos menos... (não nos culpar... eu julgo impossível)
Sono é um período de repouso para o corpo e a mente quando a volição (capacidade de escolher) e a consciência (capacidade de entender, analisar e compreender) estão parcial ou totalmente inativos.
Ele se divide em 2 períodos reconhecidos pelo Movimento dos Olhos: Período sem movimentos rápidos dos olhos (NREM, do inglês, Non Rapid Eye Movement, 75% do tempo que dormimos) e o com esses movimentos (REM, Rapid Eye Movement).
NREM: (1) sonolência: período em que você começa a se preparar para dormir, geralmente deixando a mente vaguear por vários acontecimentos recentes, dura mais ou menos 5 minutos e qualquer estímulo acorda a pessoa; (2) sono "não profundo", duração média de 5 até 15 minutos, para "acordar" a pessoa necessita de estímulos mais intensos (tátil, sonoro...) podem aparecer sonhos com história; (3) aprofundamento do sono (15 a 20 minutos) e (4) sono profundo (40 minutos) quando acordar a pessoa é muito, mas muito difícil. No NREM há liberação do hormônio do crescimento, em grandes quantidades.
Depois de todo esse NREM, começa o sono REM: momento em que os músculos estão totalmente parados e relaxados, mas o cérebro está em plena atividade (como na fase de sonolência) há sonhos relacionados a fortes situações emocionais. A função é separar o memórias "inúteis" do dia-à-dia (" a cor do carro estacionado na frente da escola") do que é importante para fixar apenas o importante na memória. É o momento que mandamos lembranças inúteis para a "lixeira" do nosso "computador" (cérebro) e a esvaziamos.
2-Pesadelo
Acontece na fase REM, geralmente na segunda metade da noite, e é relacionado a um sonho assustador, e a criança acorda (na maioria das vezes) e consegue contar que o medo foi gerado por uma "história" relacionada ao sonho. Tem relação com algumas situações do cotidiano que a criança vivenciou: um filme de terror, o medo de cair do brinquedo quando se desequilibrou, uma história aterrorizante contada por um amiguinho...
Nesse momento confortar, explicar que está ali para protegê-lo (a) e que aquele fato "não é real" ou "já passou" funciona.
Para evitar o pesadelo ter uma boa rotina para dormir, evitar histórias ou filmes com conteúdos que podem causar a sensação de medo na criança. Para descobrir o "gatilho" do pesadelo revise o dia da criança do ponto de vista da idade e maturidade emocional dela. (Com a minha Bia um dos desencadeantes foi o seriado "Chaves"... afinal ela nunca tinha visto, até aquele momento, crianças brigando e batendo uma nas outras)
3- Terror Noturno
Pode começar por volta dos 9 meses, de 10 a 15% das crianças tem pelo menos 1 crise por ano, em adolescentes 5 a 10% tem pelo menos 1 crise anual e entre os adultos 1 a 5%.
Acontece na primeira metade da noite (2 a 4 horas depois do adormecer), fase NREM. A criança grita, se agita fisicamente (senta, chuta, bate...) , pode suar muito, respirar rápido e ter os batimentos cardíacos muito acelerados. Há uma sensação de desconforto e/ou medo forte, mas não se relaciona especificamente a um fato ou história. Na maioria dos casos a criança não acorda (ou seja, não fica consciente).
Costuma ter história familiar, ou seja, se o seu/sua filho (a) mais velho (a) - ou você - tem e/ou teve terror noturno o (a) próximo (a) filho (a) tem mais chances de apresentar o problema.
Algumas situações aumentam a chance do terror, cansaço excessivo, estresse, febre e/ou outro desconforto físico (incluindo bexiga cheia), dormir em lugar estranho/diferente, muito som e/ou luz.
Neste caso acolher fisicamente é fundamental para passar a sensação de conforto. Evite acordar a criança. Repita com voz calma e tranquila "Papai e mamãe, ou papais, ou mamães te amam" ou cante uma canção de ninar baixinho.
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Que sono! Dormir é bom! Em todas as idades... Mas, como ajudar o (a) meu/minha filho (a) a ter bons hábitos de sono?
Dormir é tão bom... e depois de virarmos mamães e papais isso se torna cada vez melhor... Afinal os pequenos nos consomem todas energias!
Mas a minha Bia, é uma garota super "boa de cama"! De repente olha para você e diz: vou dormir! E apaga! Já fez isso em restaurante de hotel fazenda! (Vejam a foto que ilustra nossa publicação de hoje.)
Mas, para muitos pais e mães é conflituoso gerenciar o sono dos pequenos...
1- Como sempre: cada família e cada comunidade social funciona de um jeito. Se respeite! O certo para alguns, pode não encaixar para vocês...
Uma criança deve estar integrada a sua realidade, Na comunidade Guisi no Quênia os pequerruchos não tem horário para dormir, participam das atividades dos pais e da comunidade até sentirem necessidade de repouso, então dormem. Já os Hare, no Canadá, não permitem a soneca da tarde após os 3 anos e as crianças jantam e imediatamente dormem. (fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/o-padrao-de-sono-das-criancas/).
Na verdade o ideal é que a criança se adapte ao ritmo familiar. A que horas vocês pais chegam em casa? A que hora acordam? Que momento após o trabalho podem brincar com seu/sua filho (a)?
Mais importante do que regras e receitas prontas o mais importante é que seu/sua pequeno (a) possa conviver, brincar e conversar com vocês...
Sempre fui "da noite", mas minha filha é "do dia" e meu marido também, fui eu quem teve de se adaptar... (Juro ainda é difícil!)
2- Do nascimento até nos tornarmos idosos a necessidade de sono e o ciclo dele muda
Até 6 meses o sono acontece em ciclos de 3 a 4 horas, sem nenhuma relação com o fato de ser noite ou dia. São os pais que começam a introduzir este conceito. Dica: nas mamadas noturnas não use muita luz e nas diurnas sempre mantenha a luz natural, desde recém nascido, este conceito é demonstrado pelo nosso comportamento e aprendido. Não coloque a criança para dormir em ambientes sem luz durante o dia, mantenha a luminosidade natural, assim você estará demonstrando o conceito noite/dia.
Por volta do 4º mês o ritmo de 24 horas e luminosidade começam a ser compreendidos, então eles passam a estender o tempo entre os ciclos. Geralmente no 6º mês a criança passa a conseguir dormir por 6 horas seguidas, acordando à noite para uma mamada (as mamães voltando da licença maternidade agradecem!).
Entre os 2 e 3 anos (sempre esse período crítico...) o sono noturno já deve ter um ritmo proprio e contínuo, as "sonecas diurnas" tendem a diminuir. Porém, aparece a ansiedade da separação dos pais ("e se ao acordar eles não estiverem aqui?"). Nesse momento é importante criar uma rotina que dê segurança à criança (de acordo com as rotinas e valores familiares). Os chamados "objetos transicionais" (paninho, boneco de pelúcia, bonecas, etc...) são importantes para eles se sentirem tranquilos, seguros e conseguirem "desligar". Nessa idade por volta de 30% das crianças tem os "terrores noturnos" (choro constante no meio da noite, vamos conversar em outro post, prometo!).
Entre 4 e 5 anos é interessante evitar as "sonecas diurnas", especialmente no final da tarde, elas podem reduzir o tempo de sono noturno. Dica: se seu/sua filho (a) está na "escolinha" cheque qual é a "política" deles nesta faixa etária e peça para adapta-la a sua rotina familiar.
Dos 5 aos 12 a criança transita gradualmente para o "padrão adulto", há horários para acordar para ir à escola e etc... que geram uma rotina...
Adolescentes tem um aumento da sensação de sono durante o dia, para se adaptarem para a rotina dos tais "8 horas diárias de sono" e a possibilidade de dormirem em horários diferentes durante a semana e aos fins de semana. Alguns pedagogos desaconselham que as aulas comecem muito cedo para que a atenção na hora do aprendizado seja melhor aproveitado.
Antigamente diziam que tínhamos de aprender a estudar e acordar e acordar cedo porque na vida adulta seria assim... Pense na nossa vida atual: home office, horários alternativos, novas opções profissionais. Entender e respeitar é fundamental.
Leia mais em
http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/fundamentos/hora-certa-aprender-467203.shtml,
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/aulas-para-adolescentes-deveriam-comecar-depois-das-8h30-diz-estudo
http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/aulas-comecam-cedo-demais-39-dos-alunos-brasileiros-possuem-privacao-de-sono-17123847
Veja a tabela de tempo versus idade (lembre-se cada criança, adulto e família são individualidades, esses números são médias):
Mas a minha Bia, é uma garota super "boa de cama"! De repente olha para você e diz: vou dormir! E apaga! Já fez isso em restaurante de hotel fazenda! (Vejam a foto que ilustra nossa publicação de hoje.)
Mas, para muitos pais e mães é conflituoso gerenciar o sono dos pequenos...
1- Como sempre: cada família e cada comunidade social funciona de um jeito. Se respeite! O certo para alguns, pode não encaixar para vocês...
Uma criança deve estar integrada a sua realidade, Na comunidade Guisi no Quênia os pequerruchos não tem horário para dormir, participam das atividades dos pais e da comunidade até sentirem necessidade de repouso, então dormem. Já os Hare, no Canadá, não permitem a soneca da tarde após os 3 anos e as crianças jantam e imediatamente dormem. (fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/o-padrao-de-sono-das-criancas/).
Na verdade o ideal é que a criança se adapte ao ritmo familiar. A que horas vocês pais chegam em casa? A que hora acordam? Que momento após o trabalho podem brincar com seu/sua filho (a)?
Mais importante do que regras e receitas prontas o mais importante é que seu/sua pequeno (a) possa conviver, brincar e conversar com vocês...
Sempre fui "da noite", mas minha filha é "do dia" e meu marido também, fui eu quem teve de se adaptar... (Juro ainda é difícil!)
2- Do nascimento até nos tornarmos idosos a necessidade de sono e o ciclo dele muda
Até 6 meses o sono acontece em ciclos de 3 a 4 horas, sem nenhuma relação com o fato de ser noite ou dia. São os pais que começam a introduzir este conceito. Dica: nas mamadas noturnas não use muita luz e nas diurnas sempre mantenha a luz natural, desde recém nascido, este conceito é demonstrado pelo nosso comportamento e aprendido. Não coloque a criança para dormir em ambientes sem luz durante o dia, mantenha a luminosidade natural, assim você estará demonstrando o conceito noite/dia.
Por volta do 4º mês o ritmo de 24 horas e luminosidade começam a ser compreendidos, então eles passam a estender o tempo entre os ciclos. Geralmente no 6º mês a criança passa a conseguir dormir por 6 horas seguidas, acordando à noite para uma mamada (as mamães voltando da licença maternidade agradecem!).
Entre os 2 e 3 anos (sempre esse período crítico...) o sono noturno já deve ter um ritmo proprio e contínuo, as "sonecas diurnas" tendem a diminuir. Porém, aparece a ansiedade da separação dos pais ("e se ao acordar eles não estiverem aqui?"). Nesse momento é importante criar uma rotina que dê segurança à criança (de acordo com as rotinas e valores familiares). Os chamados "objetos transicionais" (paninho, boneco de pelúcia, bonecas, etc...) são importantes para eles se sentirem tranquilos, seguros e conseguirem "desligar". Nessa idade por volta de 30% das crianças tem os "terrores noturnos" (choro constante no meio da noite, vamos conversar em outro post, prometo!).
Entre 4 e 5 anos é interessante evitar as "sonecas diurnas", especialmente no final da tarde, elas podem reduzir o tempo de sono noturno. Dica: se seu/sua filho (a) está na "escolinha" cheque qual é a "política" deles nesta faixa etária e peça para adapta-la a sua rotina familiar.
Dos 5 aos 12 a criança transita gradualmente para o "padrão adulto", há horários para acordar para ir à escola e etc... que geram uma rotina...
Adolescentes tem um aumento da sensação de sono durante o dia, para se adaptarem para a rotina dos tais "8 horas diárias de sono" e a possibilidade de dormirem em horários diferentes durante a semana e aos fins de semana. Alguns pedagogos desaconselham que as aulas comecem muito cedo para que a atenção na hora do aprendizado seja melhor aproveitado.
Antigamente diziam que tínhamos de aprender a estudar e acordar e acordar cedo porque na vida adulta seria assim... Pense na nossa vida atual: home office, horários alternativos, novas opções profissionais. Entender e respeitar é fundamental.
Leia mais em
http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/fundamentos/hora-certa-aprender-467203.shtml,
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/aulas-para-adolescentes-deveriam-comecar-depois-das-8h30-diz-estudo
http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/aulas-comecam-cedo-demais-39-dos-alunos-brasileiros-possuem-privacao-de-sono-17123847
Veja a tabela de tempo versus idade (lembre-se cada criança, adulto e família são individualidades, esses números são médias):
Idade
| Nº horas | Quantidade de horas de sono durante o dia |
|---|---|---|
| Recém-nascido |
16 a 18 horas por dia.
|
várias sonecas durante o dia
|
| 2 a 6 meses |
14 a 16 horas por dia
|
5 horas dessas, de sono diurno
|
| 6 a 12 meses |
12 a 14 horas por dia
|
3 horas dessas, de sono diurno
|
| 1 a 2 anos |
10 a 12 horas por noite
|
2 soninhos diurnos de 1 hora cada
|
| 2 aos 3 anos |
10 a 12 horas por noite
|
1 soninho diário de 1 hora
|
| 3 aos 6 anos |
10 a 12 horas por noite
|
não há necessidade de sono diurno
|
| Acima de 6 anos |
8 a 10 horas por noite
|
não há necessidade de sono diurno
|
| Adolescentes |
8 a 9 horas por noite
|
não há necessidade de sono diurno
|
| Adultos |
7 a 8 horas por noite
|
um descanso de 30 minutos durante o dia é interessante
|
Idosos
| 6 a 7 horas por noite |
importante um sono diurno de 1 hora e meia
|
3- Por que dormir é um assunto sério?
- Dar tempo para o corpo voltar às condições ideais para recomeçar, isso inclui restabelecer a quantidade de algumas substâncias químicas
- Para aprender e ter boa memória: durante o dia recebemos uma série de informações (e com a internet isso aumentou exponencialmente), desde a cor da roupa de alguém até informações acadêmicas. O sono serve para fixar os que são importantes e "jogar fora" aqueles que não tem valia (porque se lembrar que a cor do carro que parou na frente de casa ou da escola era verde?). É uma especie de "esvaziar a memória do seu computador mental".
- Dar tempo para o corpo descansar (baixar a pressão arterial, batimentos cardíacos, relaxar os músculos...) e produzir alguns hormônios que regulam a nossa vida e o nosso funcionamento (hormônio do crescimento, hormônios que controlam o apetite (quem dorme pouco tem mais tendência a engordar!), e vários outros.
domingo, 30 de agosto de 2015
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