Uma das coisas que mais prezamos em casa é a Diversidade, negros, brancos, ruivos, judeus, japs (incluindo os chinas, tai...), hetero, homo, bi... nerds, geeks, hippies... carnívoros, onívoros, vegetarianos, veganos...
Mas como conversar sobre isso?
Minha receita tem sido conversar, mostrar situações reais em filmes e filminhos E... deixa para lá! Quando o assunto voltar à tona, voltamos ao filme e ao assunto.
Então encontrei formas de fazer isso com apoio da internet, e indico os sites abaixo:
Normal é ser diferente: http://www.grandespequeninos.com.br/
Meu novo amiguinho autista:http://www.youtube.com/watch?v=NnqdBzXmIBQ h
Adotar é tudo de bom!: http://gnt.globo.com/programas/familia-e-familia/videos/3708867.htm
Ser especial, não é ser diferente:http://gnt.globo.com/programas/familia-e-familia/videos/3708867.htm
E o que a Bia mais gosta: Esse menino é fantástico! SEM AS PERNAS!:http://mais.uol.com.br/view/t2pjn3videvl/sem-pernas-e-sem-lar-o-menino-que-comove-ronda-e-o-mundo-da-luta-04024D1C3866D8A95326?types=V&
Pai, sou menino e quero uma boneca: http://oglobo.globo.com/sociedade/menino-de-4-anos-pede-boneca-de-presente-pai-tem-reacao-incrivel-17285409
Mande para o blog símbolos de diversidade!
terça-feira, 25 de agosto de 2015
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Para vocês pediatras "tudo" é virose!!!!
Cansei de ouvir que para o pediatra "tudo" é virose... E que esperar 72 horas com a criança com febre em casa é um absurdo porque no final "vai precisar de antibiótico, mesmo"...
Então é melhor entender o que é virose e porque elas, na grande maioria das vezes, não precisam de "remédios"
Virose é o nome genérico de qualquer doenças causadas por vírus.
Qualquer vírus. O sincicial respiratório (responsável por bronquiolites), o influenza (gripe), o rotavírus (diarreia), o varicela zoster (catapora), sarampo, o da dengue, o da imunodeficiência humana (famoso HIV, responsável pela AIDS), herpes (da gengivoestomatite, aquela que enche a boquinha do bebê de aftas e é acompanhada de febre bem alta) só para começar...
O grande problema é que antes de termos capacidade técnica para nomear cada um dos vírus e as doenças que eles causam, nós pediatras, sempre usamos o "guarda-chuva" da expressão virose para qualquer febre, sem outros sintomas associados. Assim, vulgarizamos uma expressão e criamos um monstro!
A verdade sobre as famosas espera pelas 72 horas de febre
A maior parte das infecções, sejam causadas por vírus ou bactérias, se manifestam através da febre, e apenas depois de 24 a 72 horas, outros sinais e sintomas aparecem; nos permitindo diagnosticar o problema.
Como calcular as 72 horas?
Também é verdade que a maioria das infecções por vírus são benignas, auto-limitadas, ou seja, o organismo é capaz de reconhecer a agressão e responder à mesma em 7 a 10 dias, sem precisar de ajuda ("remédios").
Nossas avós sabiam disso e enfrentavam a situação sem dramas.
Mas, desde que começamos a usar medicamentos (mais especificamente antibióticos) criamos uma sociedade que deseja, com todas as forças, ter "remédio" para todas as coisas. E logicamente, "remédios" seguros, sem nenhum evento adverso e que ajam rapidamente!
Ah, só mais um parênteses: antibióticos são contra bactérias e não agem contra vírus, quando precisamos tratar alguma virose usamos antivirais!
Então os pais levam à criança febril ao pronto socorro, logo nas primeiras horas, e exigem diagnóstico e tratamento. Imediatamente!
E se o "incompetente" do (a) médico (a) não pedir radiografia e/ou outros exames, e pedir para que esperem as famosas 72 horas... Ele (a) não presta!
Mas temos de ter esta paciência para ver o que vem pela frente: vômitos e diarreia? obstrução nasal, tosse, chiado? coceira e lesões na pele?
Entenda que, eventualmente, podem aparecer sinais e sintomas de infecções bacterianas (otites, amigdalites, por exemplo) e antibióticos devem ser usados porque contra as bactérias raramente nosso organismo consegue responder sem ajuda ou sem prejudicar a nossa saúde de forma importante. E, não, não é culpa do (a) pediatra!
Como resolver a questão?
1- Vacinação: doenças que podem ser evitáveis, devem ser evitadas! Clique aqui para conhecer o calendário vacinal adequado, segundo as sociedades de pediatria.
2- Capriche na Educação Alimentar, na prática e exercícios físicos e em ficar ao ar livre. Crianças que tem uma alimentação saudável, praticam esportes e são expostos a luz solar e vento são mais resistentes às doenças. (Sei que é lugar comum, mas não custa lembrar).
3- No invernos, época em que as infecções respiratórias transmitidas por via respiratória (gripes, resfriados, etc), mantenha as janelas ABERTAS e o ambiente ventilado; isso reduz o risco de ganhar uma infecção.
4- Calma e paciência. Raras crianças vão passar pela infância sem resfriado, diarreia (tecnicamente gastroenterite), e a famosa gengivoestomatite.
5 - Logo na primeira visita com o (a) seu/sua pediatra acorde com o (a) profissional: o que fazer quando a criança apresentar febre? quando entrar em contato com ele (a) e assim por diante (veja o post sobre febre ). Assim a família estará preparada para esse momento, sem precisar transformar isso em crise, drama e ópera.
6- O mais importante neste período de espera e resolução não é comer! É beber! A criança vai perder a fome e ficar mais "chatinha", ninguém morre nesses 7-10 dias comendo pouco. Pode até perder um pouco de peso, mas esse será recuperado rapidamente. Mas sem líquidos acontece a desidratação, e essa pode ser rapidamente fatal. Ofereçam líquidos frequentemente e insistam no consumo deles.
(Em tempo: refrigerantes não são um dos líquidos que devam ser oferecidos. Vejam que dado horrível do IBGE no Brasil uma a cada três toma refrigerante antes dos 3 anos de idade. Leiam e entendam o tamanho do problema))
7- Não tenha medo de perguntar qualquer coisa ao seu/sua pediatra. Faça isso antes de tomar qualquer conduta (dar remédios, mudar alimentação...). Essa é a função dele (a) e foi por isso que ele (a) escolheram esta profissão.
Então é melhor entender o que é virose e porque elas, na grande maioria das vezes, não precisam de "remédios"
Virose é o nome genérico de qualquer doenças causadas por vírus.
Qualquer vírus. O sincicial respiratório (responsável por bronquiolites), o influenza (gripe), o rotavírus (diarreia), o varicela zoster (catapora), sarampo, o da dengue, o da imunodeficiência humana (famoso HIV, responsável pela AIDS), herpes (da gengivoestomatite, aquela que enche a boquinha do bebê de aftas e é acompanhada de febre bem alta) só para começar...
O grande problema é que antes de termos capacidade técnica para nomear cada um dos vírus e as doenças que eles causam, nós pediatras, sempre usamos o "guarda-chuva" da expressão virose para qualquer febre, sem outros sintomas associados. Assim, vulgarizamos uma expressão e criamos um monstro!
A maior parte das infecções, sejam causadas por vírus ou bactérias, se manifestam através da febre, e apenas depois de 24 a 72 horas, outros sinais e sintomas aparecem; nos permitindo diagnosticar o problema.
Como calcular as 72 horas?
Se a febre começou as 8 horas do sábado esta é a hora zero, e dia zero. Às 8 horas da manhã de domingo, completa as primeiras 24 horas, e o primeiro dia. Na segunda-feira às 8 horas, temos 48 horas, o segundo dia. E na terça-feira se após às 8 horas a febre persistir, ligue para o seu/sua pediatra e pergunte se ele (a) pode atender seu/sua filho (a) e se não aonde levá-lo (a)
Nossas avós sabiam disso e enfrentavam a situação sem dramas.
Mas, desde que começamos a usar medicamentos (mais especificamente antibióticos) criamos uma sociedade que deseja, com todas as forças, ter "remédio" para todas as coisas. E logicamente, "remédios" seguros, sem nenhum evento adverso e que ajam rapidamente!
Ah, só mais um parênteses: antibióticos são contra bactérias e não agem contra vírus, quando precisamos tratar alguma virose usamos antivirais!
Então os pais levam à criança febril ao pronto socorro, logo nas primeiras horas, e exigem diagnóstico e tratamento. Imediatamente!
E se o "incompetente" do (a) médico (a) não pedir radiografia e/ou outros exames, e pedir para que esperem as famosas 72 horas... Ele (a) não presta!
Mas temos de ter esta paciência para ver o que vem pela frente: vômitos e diarreia? obstrução nasal, tosse, chiado? coceira e lesões na pele?
Entenda que, eventualmente, podem aparecer sinais e sintomas de infecções bacterianas (otites, amigdalites, por exemplo) e antibióticos devem ser usados porque contra as bactérias raramente nosso organismo consegue responder sem ajuda ou sem prejudicar a nossa saúde de forma importante. E, não, não é culpa do (a) pediatra!
Como resolver a questão?
1- Vacinação: doenças que podem ser evitáveis, devem ser evitadas! Clique aqui para conhecer o calendário vacinal adequado, segundo as sociedades de pediatria.
2- Capriche na Educação Alimentar, na prática e exercícios físicos e em ficar ao ar livre. Crianças que tem uma alimentação saudável, praticam esportes e são expostos a luz solar e vento são mais resistentes às doenças. (Sei que é lugar comum, mas não custa lembrar).
3- No invernos, época em que as infecções respiratórias transmitidas por via respiratória (gripes, resfriados, etc), mantenha as janelas ABERTAS e o ambiente ventilado; isso reduz o risco de ganhar uma infecção.
4- Calma e paciência. Raras crianças vão passar pela infância sem resfriado, diarreia (tecnicamente gastroenterite), e a famosa gengivoestomatite.
5 - Logo na primeira visita com o (a) seu/sua pediatra acorde com o (a) profissional: o que fazer quando a criança apresentar febre? quando entrar em contato com ele (a) e assim por diante (veja o post sobre febre ). Assim a família estará preparada para esse momento, sem precisar transformar isso em crise, drama e ópera.
6- O mais importante neste período de espera e resolução não é comer! É beber! A criança vai perder a fome e ficar mais "chatinha", ninguém morre nesses 7-10 dias comendo pouco. Pode até perder um pouco de peso, mas esse será recuperado rapidamente. Mas sem líquidos acontece a desidratação, e essa pode ser rapidamente fatal. Ofereçam líquidos frequentemente e insistam no consumo deles.
(Em tempo: refrigerantes não são um dos líquidos que devam ser oferecidos. Vejam que dado horrível do IBGE no Brasil uma a cada três toma refrigerante antes dos 3 anos de idade. Leiam e entendam o tamanho do problema))
7- Não tenha medo de perguntar qualquer coisa ao seu/sua pediatra. Faça isso antes de tomar qualquer conduta (dar remédios, mudar alimentação...). Essa é a função dele (a) e foi por isso que ele (a) escolheram esta profissão.
sábado, 22 de agosto de 2015
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Moda, roupas e ídolos! Isso também faz parte da vida dos nossos filhos!
A forma como nos vestimos expressa a nossa individualidade. Basta ver as fotos abaixo e você vai entender qual a "praia" ou "tribo" pertence.


Com as crianças isso também é verdade. Por volta dos 4 anos, os pequenos já querem se vestir sozinhos e escolher suas roupas.
Pesquisa feita pela Universidade de São Paulo, no Brasil, a moda para as crianças não é "escolher um look" ou reproduzir as passarelas, para os pequenos é uma forma de conhecer melhor o seu corpo e seus gostos, ainda em formação. As escolhas das crianças refletem as regras da comunidade que elas se inserem e as regras de conduta que estão sendo comunicadas a ela. Esses fatores são a base do comportamento, valores e gostos das pessoas.
Minha experiência pessoal sobre identificação com ídolos/personagens
Os personagens de histórias, filmes, desenhos, livros e os ídolos/personalidades que as crianças passam a admirar influenciam essas escolhas e os comportamentos das crianças.
Minha filha Beatriz passou a querer bater com bonecos nas pessoas e chama-las pelas suas características físicas... Mas, como? Ela nunca observou este comportamento na escola e/ou em casa... E então, eu descobri! Os desenhos animados da Turma da Mônica! Foi uma surpresa, os personagens do Maurício de Souza f(um cara que considero gênial, sou grande admiradora do seu trabalho) foram parte da minha vida, a vida inteira e eu não tinha observado o contexto:
- A Mônica resolve tudo agredindo os colegas;
- O Cebolinha ofende a Mônica verbalmente o tempo todo (Gorducha, dentuça...)...
Com 3 anos a minha filha não estava pronta para entender o contexto e relativiza-lo... Então, assisti os filminhos com ela indicando como os comportamentos eram errados. Depois aos poucos fui trocando os desenhos para aqueles que falavam sobre o valor da amizade, da boa educação e etc...
Quando a minha ficar mais velha e mais madura vai voltar a assistir a Turma da Mônica, mas com ferramentas emocionais suficientes para fazer julgamentos, entender contextos, fazer escolhas e reproduzir - ou não - comportamentos.
Ainda bem que hoje em dia podemos usar a tecnologia para apresentar e permitir o acesso às informações! Como será que faziam quando só tínhamos a televisão?
Primeiro temos de ajudar os nossos filhos a aprender a se vestir:
Ok, permitir que a criança se expresse pela sua forma de se vestir é uma forma de estimular a individualidade e a independência, mas na vida prática...
Como fazer para a sua filha não sair vestida de short jeans, botas de chuva cor de rosa e a camisola da pequena sereia de alcinhas em um dia super frio? Ou seu filho não ir a um casamento vestido de Hulk?


Com as crianças isso também é verdade. Por volta dos 4 anos, os pequenos já querem se vestir sozinhos e escolher suas roupas.
Pesquisa feita pela Universidade de São Paulo, no Brasil, a moda para as crianças não é "escolher um look" ou reproduzir as passarelas, para os pequenos é uma forma de conhecer melhor o seu corpo e seus gostos, ainda em formação. As escolhas das crianças refletem as regras da comunidade que elas se inserem e as regras de conduta que estão sendo comunicadas a ela. Esses fatores são a base do comportamento, valores e gostos das pessoas.
Minha experiência pessoal sobre identificação com ídolos/personagens
Os personagens de histórias, filmes, desenhos, livros e os ídolos/personalidades que as crianças passam a admirar influenciam essas escolhas e os comportamentos das crianças.
Minha filha Beatriz passou a querer bater com bonecos nas pessoas e chama-las pelas suas características físicas... Mas, como? Ela nunca observou este comportamento na escola e/ou em casa... E então, eu descobri! Os desenhos animados da Turma da Mônica! Foi uma surpresa, os personagens do Maurício de Souza f(um cara que considero gênial, sou grande admiradora do seu trabalho) foram parte da minha vida, a vida inteira e eu não tinha observado o contexto:
- A Mônica resolve tudo agredindo os colegas;
- O Cebolinha ofende a Mônica verbalmente o tempo todo (Gorducha, dentuça...)...
Com 3 anos a minha filha não estava pronta para entender o contexto e relativiza-lo... Então, assisti os filminhos com ela indicando como os comportamentos eram errados. Depois aos poucos fui trocando os desenhos para aqueles que falavam sobre o valor da amizade, da boa educação e etc...
Quando a minha ficar mais velha e mais madura vai voltar a assistir a Turma da Mônica, mas com ferramentas emocionais suficientes para fazer julgamentos, entender contextos, fazer escolhas e reproduzir - ou não - comportamentos.
Ainda bem que hoje em dia podemos usar a tecnologia para apresentar e permitir o acesso às informações! Como será que faziam quando só tínhamos a televisão?
Primeiro temos de ajudar os nossos filhos a aprender a se vestir:
- Inicialmente escolha roupas com elásticos e velcros; deixe zíperes, botões e cardaços para depois;
- Coloque as roupas sobre a cama na ordem que elas devem ser vestidas, ajuda a entender a sequência;
- Escolha calcinhas e/ou cuecas com faixas contrastantes na cintura e/ou pernas. Ajuda a criança a acertar os buracos!
- Ensine (em tom de segredo só entre vocês) truques como, por exemplo, deixar a etiqueta sempre para trás, que as estampas das camisetas ficam para frente, o fecho do sapato para o lado de fora e o biquinho dele mostra aonde tem de estar o "dedão".
- Estimule e NÃO REPREENDA quando eles errarem. Faça uma piada e mostre como colocar a roupa corretamente. (Seu maluquinho.... risos...que engraçada essa ideia de colocar as duas pernas no mesmo buraco das calças, mas acho que vai ser difícil passar o dia pulando igual ao saci... vamos arrumar?)
Navegando na internet encontrei uma mãe corajosa em relação a esse assunto: ela deixou que o filho escolhesse a roupa que ela iria usar! Veja o resultado clicando aqui
Como fazer para a sua filha não sair vestida de short jeans, botas de chuva cor de rosa e a camisola da pequena sereia de alcinhas em um dia super frio? Ou seu filho não ir a um casamento vestido de Hulk?
- Escolha algumas peças, adequadas ao clima e a ocasião, e deixe que a criança escolha qual delas quer usar. Cuidado para não dar opções demais. Um bom número são 2 ou 3 camisetas, 2 ou 3 calças/shorts/saias, 2 ou 3 calcinhas/cuecas, 2 ou 3 sapatos...
- Explique enquanto separa porque esta escolhendo essas peças. ("Hoje está um frio congelante, temos de escolher roupas bem quentinhas.")
- Aceite as escolhas estranhas de vez em quando... não faz mal ir a um restaurante vestida de Branca de Neve ou vestido de Homem de Ferro! (Você também não adoraria se divertir assim?) A fantasia e o faz-de-conta são essenciais para desenvolver a imaginação.
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Meu pediatra é demais! Mas, como encontrar este super herói?
Tudo bem... Meu pediatra, doutor Boldrini, já se foi... E deixou tanta saudade que há um hospital filantrópico com seu nome (conheçam e apoiem). que atende oncologia e hematologia infantil...
Mas, quando falo "meu pediatra" hoje em dia me refiro ao Márcio Moreira, o "tio Márcio" da Bia...
A escolha do pediatra foi fácil para mim... Sou pediatra, conheci o Márcio ainda na faculdade, e o vi ser pediatra de muitas famílias amigas... Porém, quem não tem essa sorte/facilidade? Como escolher o pediatra ideal?
Primeira regra: Pediatra é igual a escola, vai depender do que a família espera e como ela quer ser atendida ou se relacionar com o profissional.
1- FUNDAMENTAL: ótima formação acadêmica. Entre na internet e consulte: aonde fez faculdade? aonde fez residência? tem título de especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria?(Se você é de outro país, procure o equivalente). Tem sub-especialidade ou outra titulação acadêmica (mestrado, etc...)? Ele (a) é citado em algum site (revista sobre crianças, revista especializada para médicos, congressos...)? Faz parte de alguma equipe pediátrica de algum hospital que você confia? Pode não ser o fator determinante, mas é um indicador de qualidade.
2- INDISPENSÁVEL EMPATIA: ele (a) tem o seu estilo? Vocês (pai e mãe, mãe e mãe, pai e pai, ou qualquer outra conformação familiar) precisam de explicações nos "mínimos detalhes" ou apenas quer saber o que e como fazer sem muito "blablablá"? Vocês acreditam e segue homeopatia, medicina antroposófica, chinesa? Se vocês são vegetarianos (as), veganos (as), macrobióticos (as) esse (a) profissional é capaz de se adaptar e orientar nestas escolhas para o sue filho (a)?
Pergunte no que ele (a) acredita sobre: aleitamento materno, circuncisão, dormir com os pais, responder ao choro, alimentação, uso de medicamentos para febre ou infecções... Combina com as crenças da sua família?
Em segundo lugar: Acessibilidade
1- Aonde é o consultório? Vocês usam transporte público: há alternativas para chegar ao consultório?Vocês são adeptos do ciclismo: é fácil e seguro ir de bicicleta, com uma criança, até lá? Vocês usam carro: tem estacionamento?
2- Horários de atendimento? Se vocês não têm horários de trabalho flexíveis, esse (a) profissional atende após o horário comercial ou aos finais de semana?
3- Disponibilidade: você terão acesso ao celular, whatsapp do (a) profissional? Ele (a) tem uma outra pessoa que o (a) cubra durante as férias? Atende pelo seu convênio ou o valor do sue reembolso é adequado ao valor da consulta?
Historinha: Quando eu atendia uma vez ouvi: "como assim, você vai tirar férias? E se acontecer alguma coisa, como eu fico?" Bem, esta mesma pessoa, em um feriado, apesar de ter o nome da colega que iria me cobrir e indicação de pronto socorro para urgências, conseguiu achar o telefone dos meus pais e obter deles o telefone da casa da minha avó em Minas Gerais.... e disse que não tinha usado o celular ou o bip (velha esta história) com medo que eu não atendesse!
Dica: respeite o seu/sua médico (a), ele (a) é gente, como você!
4- Hospital de referência indicado pelo profissional: Dê preferência a profissionais que acompanhem seus pacientes quando eles são hospitalizados e pergunte sobre o credenciamento dele (a) nos hospitais da região. As mesmas perguntas do item 1 e as de ordem econômica/financeira do item 2 devem ser consideradas.
Quando escolher? O que mais considerar?
1- Se você está grávida procure uma consulta pré-natal, por volta da 30ª - 32ª semana (assim você pode avaliar com calma vários profissionais). Se você vai adotar, assim que você for considerado apto pelo poder público a entrar no cadastro de potenciais famílias adotantes.
2- Na consulta pré-natal vocês foram bem atendidos? As respostas às suas questões foram claras? O consultório estava adaptado aos pequenos (brinquedos, livros, área de espera, água facilmente acessível)?
3- Se você não é médico ou tem médicos na família (nesse caso ouça seu familiar), converse com os amigos, peça indicações e pergunte porque gostam daquele profissional. Se você tem médicos de confiança, pergunte a eles.
Por último, se no meio do caminho não deu certo... Troque! Essa é uma relação de confiança que tem de ser muito forte!
Mas, quando falo "meu pediatra" hoje em dia me refiro ao Márcio Moreira, o "tio Márcio" da Bia...
A escolha do pediatra foi fácil para mim... Sou pediatra, conheci o Márcio ainda na faculdade, e o vi ser pediatra de muitas famílias amigas... Porém, quem não tem essa sorte/facilidade? Como escolher o pediatra ideal?
Primeira regra: Pediatra é igual a escola, vai depender do que a família espera e como ela quer ser atendida ou se relacionar com o profissional.
1- FUNDAMENTAL: ótima formação acadêmica. Entre na internet e consulte: aonde fez faculdade? aonde fez residência? tem título de especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria?(Se você é de outro país, procure o equivalente). Tem sub-especialidade ou outra titulação acadêmica (mestrado, etc...)? Ele (a) é citado em algum site (revista sobre crianças, revista especializada para médicos, congressos...)? Faz parte de alguma equipe pediátrica de algum hospital que você confia? Pode não ser o fator determinante, mas é um indicador de qualidade.
2- INDISPENSÁVEL EMPATIA: ele (a) tem o seu estilo? Vocês (pai e mãe, mãe e mãe, pai e pai, ou qualquer outra conformação familiar) precisam de explicações nos "mínimos detalhes" ou apenas quer saber o que e como fazer sem muito "blablablá"? Vocês acreditam e segue homeopatia, medicina antroposófica, chinesa? Se vocês são vegetarianos (as), veganos (as), macrobióticos (as) esse (a) profissional é capaz de se adaptar e orientar nestas escolhas para o sue filho (a)?
Pergunte no que ele (a) acredita sobre: aleitamento materno, circuncisão, dormir com os pais, responder ao choro, alimentação, uso de medicamentos para febre ou infecções... Combina com as crenças da sua família?
Em segundo lugar: Acessibilidade
1- Aonde é o consultório? Vocês usam transporte público: há alternativas para chegar ao consultório?Vocês são adeptos do ciclismo: é fácil e seguro ir de bicicleta, com uma criança, até lá? Vocês usam carro: tem estacionamento?
2- Horários de atendimento? Se vocês não têm horários de trabalho flexíveis, esse (a) profissional atende após o horário comercial ou aos finais de semana?
3- Disponibilidade: você terão acesso ao celular, whatsapp do (a) profissional? Ele (a) tem uma outra pessoa que o (a) cubra durante as férias? Atende pelo seu convênio ou o valor do sue reembolso é adequado ao valor da consulta?
Historinha: Quando eu atendia uma vez ouvi: "como assim, você vai tirar férias? E se acontecer alguma coisa, como eu fico?" Bem, esta mesma pessoa, em um feriado, apesar de ter o nome da colega que iria me cobrir e indicação de pronto socorro para urgências, conseguiu achar o telefone dos meus pais e obter deles o telefone da casa da minha avó em Minas Gerais.... e disse que não tinha usado o celular ou o bip (velha esta história) com medo que eu não atendesse!
Dica: respeite o seu/sua médico (a), ele (a) é gente, como você!
4- Hospital de referência indicado pelo profissional: Dê preferência a profissionais que acompanhem seus pacientes quando eles são hospitalizados e pergunte sobre o credenciamento dele (a) nos hospitais da região. As mesmas perguntas do item 1 e as de ordem econômica/financeira do item 2 devem ser consideradas.
Quando escolher? O que mais considerar?
1- Se você está grávida procure uma consulta pré-natal, por volta da 30ª - 32ª semana (assim você pode avaliar com calma vários profissionais). Se você vai adotar, assim que você for considerado apto pelo poder público a entrar no cadastro de potenciais famílias adotantes.
2- Na consulta pré-natal vocês foram bem atendidos? As respostas às suas questões foram claras? O consultório estava adaptado aos pequenos (brinquedos, livros, área de espera, água facilmente acessível)?
3- Se você não é médico ou tem médicos na família (nesse caso ouça seu familiar), converse com os amigos, peça indicações e pergunte porque gostam daquele profissional. Se você tem médicos de confiança, pergunte a eles.
Por último, se no meio do caminho não deu certo... Troque! Essa é uma relação de confiança que tem de ser muito forte!
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
FEBRE e agora? Vamos acabar com a "febrefobia"?
O que é febre?
Febre é elevação da temperatura do corpo, acima do dos valores normais.
Mas quais são os valores normais?
Se fizermos uma "enquete" a grande maioria das pessoas responderiam que é 37ºC. Mas, isso não é uma verdade absoluta, a temperatura normal depende:
- da idade da criança: até um ano (o chamado lactente) a temperatura da criança é maior do que a do adulto, à partir daí ela diminui e se aproxima da do adulto.
- sexo: a temperatura é mais alta nas mulheres e se altera de acordo com o ciclo menstrual.
- horário: às 3 horas da manhã observamos a temperatura mais baixa do dia e alcançamos a mais alta por volta das 17 horas. Essa diferença já é observada aos 6 meses de idade (+ 0,5ºC), aumenta à partir dos 2 anos e chega a diferenças maiores aos 6 anos (0,9 - 1,1ºC)
- atividade física intensa
- lugar da medição: temperatura retal é maior do que a bucal, que é maior do que a axilar.

Febre: amiga ou inimiga?
Desde o século passado vivemos uma "fobia da febre" que leva ao diagnóstico errôneo, uso excessivo de medicamentos e pior, estresse dos pais e/ou cuidadores. Então vamos comparar:

O que devo fazer? Correr para o hospital? Ligar para o pediatra?
Gritar "eu quero a minha mãe?
1- Tenha certeza que seu filho está com febre... Cansei de atender o que chamo de "síndrome da criança no forno e mãe/pai inexperientes": crianças (especialmente as menores de 6 meses) super agasalhadas! Geralmente enroladas em cobertores (porque iam sair ao ar livre e poderiam "se resfriar", e "criança sente mais frio que adulto"...). Então observe a roupa que você está usando e deixe a criança com a mesma quantidade e "estilo", só depois de uns 15 minutos assim, faça a nova medição.
2- Mantenha a criança em um lugar arejado e bem ventilado. Ela pode ser mantida ao ar livre, evite exposição ao sol (aumenta a temperatura corpórea)
3- Não agasalhe, nem dispa a criança. Deixe-a com as roupas adequadas para a temperatura ambiente.
4- Se ela disser que está com frio, a conforte com um cobertor
5- Líquidos devem ser oferecidos com freqüência. Insista! Mas, não o suficiente para incomodar seu (sua) filho (a). Ele está desconfortável e não merece "blábláblá"
6- Ofereça alimentação normalmente, respeite o apetite da criança. Febre reduz a fome... Mas, usar um antitérmico não vai mudar esta situação.
7- Banho pode ajudar e confortar algumas crianças, mas observe, se a criança se queixar de desconforto, tremores e arrepios: tire-o já daí! NUNCA coloque álcool na água do banho, eu sei que dá um efeito "geladinho" que parece agradável, mas quando o álcool evapora ele aumenta a temperatura do corpo!
Quando devo dar antitérmicos?
1- Os consensos pediátricos e de infectologistas indicam usá-lo à partir de 38,2ºC. Mas, eu pessoalmente não costumo ser radical... se a criança manifestar visível desconforto, ou dor, e reclamar, vá em frente!
2- Qual usar, como? Converse com o seu (sua) pediatra e peça as orientações em relação a isso. Aproveite e já combine com ele (a) quando você deve acioná-lo (a).
Mas, se eu não der remédio... meu/minha filho (a) vai convulsionar!
E se convulsionar pode ficar com problemas pela vida toda!
MITO
1- Usar antitérmico não reduz o risco de convulsão febril...
2- A convulsão febril não acontece em todas as crianças, e sim em uma minoria delas. (depende da genética). Ela só ocorre entre 6 meses e 6 anos de vida, e nas primeiras 24 horas de febre, geralmente não volta a acontecer nos dias (e febres) seguintes. (Se a criança convulsionar antes ou depois dessa faixa e estiver com febre: vá imediatamente para o pronto socorro.)
3- A convulsão febril na grande maioria das vezes é benigna, ou seja, não deixa sequelas (problemas), não mata, não afeta a inteligência ou desenvolvimento da criança. Quem teve convulsão febril não vira um epiléptico.
4- Geralmente acontece apenas uma vez na vida da criança, mas pode ser mais frequente naquelas em que a primeira vez aconteceu antes do 1º ano de vida.
5- Aprenda mais sobre convulsão febril e como atendê-la com a Sociedade Paulista de Pediatria
Bandeira vermelha: quando correr para o Pronto Socorro
e/ou ligar imediatamente para o (a) pediatra?
1- Febre em bebês menores de 3 meses, especialmente recém nascidos.
2- Temperaturas superiores a 39,4º C, especialmente se associada a calafrios
3- Quando a criança ficar muito "caidinha", devagar (sem responder a estímulos) ou muito irritada, pálida ou com a pele cheia de manchinhas avermelhadas
4- Febre por mais de 3 dias (72 horas).
Como contar 3 dias ou 72 horas? Se a febre começou as 8 horas do sábado esta é a hora zero, e dia zero. Às 8 horas da manhã de domingo, completa as primeiras 24 horas, e o primeiro dia. Na segunda-feira às 8 horas, temos 48 horas, o segundo dia. E na terça-feira se após às 8 horas a febre persistir, ligue para o seu/sua pediatra e pergunte se ele (a) pode atender seu/sua filho (a) e se não aonde levá-lo (a)
terça-feira, 18 de agosto de 2015
BIRRA: Quem já não perdeu a paciência?
O que são as birras?
As birras são a forma da criança manifestar a dificuldade de lidar com frustrações, normal e parte do processo de amadurecimento emocional.Geralmente começam entre 2 e 3 anos (famosa faixa etária "os terríveis dois anos" ou a "primeira adolescência") quando a criança quer ser independente e ter tudo, ao mesmo tempo e agora. Quando não atendidas, choram e gritam, às vezes se jogam ou jogam objetos, batem a cabeça no chão, entre outros comportamentos.
Essa é fase da vida em que a criança quer começar a ser independente e se sente frustada ao não conseguir o que deseja. Se você prestar a atenção depois de descarregar a frustração com a qual ela não consegue lidar e não sabe como expressar a criança volta a ser doce e carinhoso, como se nada tivesse acontecido.
Por que eu me sinto tão mal?
O desespero é perceber que a criança carinhosa e brincalhona tem momentos de intolerância e impaciência, mesmo frente a solicitações e/ou coisas que ele antes fazia tranquilamente.E quando a cena se desenrola em locais públicos, na frente de outras pessoas? Todo pai/mãe sente que é uma demonstração da sua incompetência como educador, não se culpe, se lembre que - em maior ou menor proporção - todos que tem filhos passam por isso.
Em primeiro lugar: se prepare para lidar com a birra
Li uma frase de uma educadora que é excelente "a birra é passageira... você já viu algum adulto esperneando no chão do supermercado? mantenha calma, respire fundo, essa fase vai passar".
Içame Tiba (Seja feliz, meu filho. São Paulo: Integrare Editora, 2006.) ensinava que os pais que dizem não, mas cedem frente a insistência dos filhos ensinam que o não pode ser transformar em sim, desde que ele (a) insista. Essa insistência pode durar 1 segundo ou horas, não é não.
Esse é o momento de começar a estabelecer limites e fazer com a criança ganhe ferramentas emocionais para lidar com a sensação de frustração quando algo não ocorre quando e como ela quer. Esse aprendizado será valioso pelo resto da vida, saber ser tolerante, paciente, saber o que fazer ou dizer, distinguir o que é seu (objeto ou espaço) tornará o (a) seu (sua) filho (a) mais apto a ser feliz e capaz de viver em sociedade.
Ser firme é fundamental para não ter um "pequeno ditador" em casa, isso vale para esta faixa etária e para a adolescência, aonde o comportamento volta a aparecer (com outras cores: bater a porta, dizer que você é um bruxo/bruxa, que vai sair de casa, e etc)
Como reagir?
2- Em casa: deixe a criança sozinha por um tempo, se afaste. Sem audiência a birra vai durar menos tempo. Aguarde uns minutos para voltar a conversar com ela, dando tempo para que ela se acalme internamente.
3- Use um tom de voz amoroso, mais firme.
- Não grite (ao fazê-lo você vai estar reproduzindo o comportamento da criança demonstrando a sua frustração por não conseguir lidar com a situação e pelo seu filho não ser "perfeitamente educado").
- Se você notar que está perdendo o autocontrole e vai agir gritando e/ou fisicamente (batendo) saia de perto e volte depois. Bater ensina que quando frustrados temos o direito de usar a violência contra o agente da frustração, ou para resolver conflitos com outros.
- Não faça ameaças ("você não vai ver televisão hoje" ou "não vai sair do seu quarto") que não consiga cumprir. Se você dizer que vai fazer alguma coisa e não fizer a mensagem é que a criança pode repetir o comportamento que não haverá consequências.
3- Diga que sabe que ela está com raiva, mas que mesmo assim não será possível atendê-la. ("Sei que você está muito bravo porque não vai poder comer guloseimas agora"). Não seja repetitivo (só vai irritar de novo a criança e despertar de novo a raiva), nem faça grandes discursos. Nessa idade a criança não quer muita informação, só o suficiente (para entender esse conceito assista: O que é sexo? What's Virgin Mean?).
4- Quando a criança se acalmar:
- Explique que aquele desejo não pode ser atendido naquele momento, mas talvez possa ser em outro dia.
- Demonstre que quando ela se expressa com palavras e/ou negocia obtém melhores resultados. ("Agora que eu entendi o que você quer, podemos negociar? No seu aniversário podemos comprar aquele brinquedo, ou daqui dois dias é sábado e você poderá comer chocolate").
Como evitar a birra?
Os menores gostam, e precisam, de rotina e previsibilidade. Seja claro e prepare-o (a) para o que vai acontecer:
- Se for ao shopping já estabeleça as regras do passeio: quanto tempo vai durar, aonde irão e se vão adquirir algo, ou não, para ele (a)
- Se estiver indo embora da casa de alguém, ou de uma festa, avise com antecedência quando estiver chegando a hora de ir embora ("Depois do parabéns e do bolo, nós vamos embora" "Amor, vai começar o parabéns, você se lembra que combinamos ir embora depois de cantar e comer o bolo?")
- Ao voltar do passeio converse sobre o comportamento dele (a), assim você o (a) ajudará a entender o que os pais esperam. As crianças pequenas querem agradar aos pais e são felizes quando eles se mostram orgulhosos dela. Valorize muito mais o bom comportamento sendo mais efusivo (a) - e por mais tempo - do que quando ele (a) for chamar atenção. Quando fazemos ao contrário, muitas crianças tendem a fazer birra para obter atenção.
A birra pode ser sintoma de algum problema ou doença?
Sim. Há situações em que os episódios se tornam mais frequentes e a conduta de tolerância não é aprendida/desenvolvida.
Procure seu pediatra, especialmente se a criança apresentar atraso no desenvolvimento da linguagem, de crescimento (altura e peso) ou dificuldade de interagir com outras pessoas.
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