Racismo, deparei e sofri com ele pela primeira vez...
Durante o intervalo entre Natal e Ano Novo eu, meu marido (ambos brancos) e minha filha (negra) ficamos no mesmo hotel de sempre, em Atibaia.
Alguns funcionários ao se lembrarem da gente perguntavam sobre a minha filha "a senhora é mãe daquela moreninha que sabe nadar, não é?" E quando eu respondia "Não, sou mãe daquela menina negra que sabe nadar", ficavam com cara de "Nossa, dona, eu só estava tentando ser gentil e não chamar a menina de negra".... Pior, a maioria que perguntava ou usava a expressão "moreninha" era de negros e/ou mulatos! Claramente eles não demostravam orgulho da sua cor.... Quando mulheres todas (realmente todas) tinham cabelo alisado....
As pessoas ainda acreditam que usar a palavra NEGRO (A) para definir um "afrodescendente" é ruim, mas desde que a minha filha chegou em casa a minha maior preocupação foi que ela aprendesse a ter orgulho de ser NEGRA! Valorizar o tom da pele, o cabelo...
Canto para ela "preta, preta, pretinha" do Morais Moreira... A defino como a "menina mais linda do mundo, com pele de chocolate, olho de jabuticaba, dentes de leite e boca de morango" e ela adora repetir isso para todo mundo. Quando ela está com a prima diz que ela é "chocolate preto" e a prima "chocolate branco". Ela vai a um cabeleireiro especializado em cabelo "afro" e usa produtos específicos, meu marido é o responsável por todos aqueles produtos e sempre diz que ela tem os "cachinhos mais lindos do mundo", ela adora!
No mesmo hotel ela foi tentar brincar com 3 garotinhas e quando disse que queria ser a Elza (do Frozen) ouviu de uma delas "Você não pode porque não tem cabelo liso, nem a cor certa". Depois disso a menina impediu que as duas outras interagissem com a minha filha. Quando eu fui dizer para ela que isso era "mal-educado" e que "com a imaginação a gente pode ser qualquer coisa" a garota foi chorando reclamar para a mãe que veio tirar satisfações... Uma mulata de cabelos alisados casada com um mulato um pouco mais claro...
Como uma criança aprende a ser racista? Ouvindo os comentários dos pais! Esse casal claramente não se considerava "afrodescendente" e faziam comentários pejorativos sobre a cor da pele e o tipo de cabelos dos negros... Fiquei embasbacada e triste.
E você como se refere aos negros na frente do seus filhos? Você chama o cabelo afro de "cabelo ruim" ou "pixaim"? Aos negros como "morenos"? Que tipo de valores você passa, as vezes sem perceber, por hábito cultural aos seus filhos?
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Todas crianças são especiais, mas algumas são mais.
ESTRANHO É VOCÊ QUE NÃO ACREDITA QUE TODA CRIANÇA É "ESPECIAL", E ALGUMAS MUITO!
Tenho uma tia com síndrome de Down, hoje com mais de 60 anos. Ela nasceu em uma época em que crianças que hoje chamamos de especiais eram consideradas "anormais" e escondidas da sociedade. Graças aos Céus isso não aconteceu com ela, que sempre foi acolhida e muito amada.

Hoje em dia a inclusão é uma questão de ordem, mas alguns ainda acreditam que isso é um "benefício", ou ainda "um gesto de bondade", para a criança especial...
Em uma das escolas que fui visitar para escolher a educação fundamental da Bia, notei que só havia escadas, e perguntei o que eles faziam com as crianças deficientes físicas. A resposta foi "ah, só temos uma anãzinha e aí sempre colocamos a sala de aula da turma dela no térreo". Vejam que absurdo! A sala de música ficava dois andares acima, assim como a biblioteca e até o refeitório. E olha que o site falava maravilhas da inclusão.... E a "pedagoga" que nos atendeu nem se deu conta do que falava. Olhando mais atentamente a escola não tinha nenhum deficiente intelectual, também.
O convívio com as crianças ditas "especiais" é uma fantástica oportunidade para os (as) nossos (as) filhos (as) ditas "normais".
E aqui não incluo apenas as crianças com Down, ou Autismo, mas também os deficientes visuais, físicos, auditivos, da fala...
1- Aprender sobre DIVERSIDADE
Qualquer tipo de diversidade mostra que deficiências e, porque não, também as eficiências, em excesso - enriquece o ambiente, desenvolve a capacidade de aceitar que todos temos os nossos limites (alguns maiores, outros menores) e que precisamos dos outros para superá-los.
2- Aprender a dar e receber SOLIDARIEDADE
A solidariedade de poder ajudar o amiguinho e de começar a receber a felicidade do outro como um presente pessoal.
3- Receber uma educação INDIVIDUALIZADA
Os professores passam a entender a heterogeneidade do grupo (que passa a ser uma representação da sociedade) e que cada criança precisa ser vista individualmente, entendendo que cada um precisa de um plano de desenvolvimento próprio. Pesquisas já indicam que ao contrário do que alguns temem não há "queda" do nível de ensino e sim um aprendizado de tolerância ao observar que em algumas coisas as "normais" são menos eficientes do que as "especiais". Todos passam a entender que nã é necessário "tirar 10 em tudo".
Hoje sinto muitos pais colocando as crianças em inúmeras atividades e querendo que elas sejam "boas" em tudo, evitando que eles passem pela frustração de não ser sempre o melhor... Isso é um erro e pode gerar muitos problemas no futuro, afinal nem todo mundo é bom em tudo na vida real
4- Ser um CIDADÃO que vai REVINDICAR INCLUSÃO E MUDANÇAS
Ainda hoje as nossas cidades, shoppings e outros locais públicos não estão preparados para as deficiências. Não há sinal sonoro nos semáforos e nos elevadores para quem não vê. Não há rampas, elevadores de fácil acesso... Se todos conviverem e compreenderem a necessidade desses equipamentos, todos iremos reivindicar. E se os céus nos ouvirem, não estacionarão seus veículos em vagas exclusivas para deficientes ou idosos...
5- Ser FLEXÍVEL
Não há apenas uma forma de jogar futebol, se colocarmos um guizo na bola o amigo que não enxerga pode jogar! Não há só um jeito de jogar basquete! Não há só uma forma de dar comida para a boneca, nossa amiga sem braços sabe usar o pé!
Tenho uma tia com síndrome de Down, hoje com mais de 60 anos. Ela nasceu em uma época em que crianças que hoje chamamos de especiais eram consideradas "anormais" e escondidas da sociedade. Graças aos Céus isso não aconteceu com ela, que sempre foi acolhida e muito amada.

Hoje em dia a inclusão é uma questão de ordem, mas alguns ainda acreditam que isso é um "benefício", ou ainda "um gesto de bondade", para a criança especial...
Em uma das escolas que fui visitar para escolher a educação fundamental da Bia, notei que só havia escadas, e perguntei o que eles faziam com as crianças deficientes físicas. A resposta foi "ah, só temos uma anãzinha e aí sempre colocamos a sala de aula da turma dela no térreo". Vejam que absurdo! A sala de música ficava dois andares acima, assim como a biblioteca e até o refeitório. E olha que o site falava maravilhas da inclusão.... E a "pedagoga" que nos atendeu nem se deu conta do que falava. Olhando mais atentamente a escola não tinha nenhum deficiente intelectual, também.
O convívio com as crianças ditas "especiais" é uma fantástica oportunidade para os (as) nossos (as) filhos (as) ditas "normais".
E aqui não incluo apenas as crianças com Down, ou Autismo, mas também os deficientes visuais, físicos, auditivos, da fala...
1- Aprender sobre DIVERSIDADE
Qualquer tipo de diversidade mostra que deficiências e, porque não, também as eficiências, em excesso - enriquece o ambiente, desenvolve a capacidade de aceitar que todos temos os nossos limites (alguns maiores, outros menores) e que precisamos dos outros para superá-los.
2- Aprender a dar e receber SOLIDARIEDADE
A solidariedade de poder ajudar o amiguinho e de começar a receber a felicidade do outro como um presente pessoal.
3- Receber uma educação INDIVIDUALIZADA
Os professores passam a entender a heterogeneidade do grupo (que passa a ser uma representação da sociedade) e que cada criança precisa ser vista individualmente, entendendo que cada um precisa de um plano de desenvolvimento próprio. Pesquisas já indicam que ao contrário do que alguns temem não há "queda" do nível de ensino e sim um aprendizado de tolerância ao observar que em algumas coisas as "normais" são menos eficientes do que as "especiais". Todos passam a entender que nã é necessário "tirar 10 em tudo".
Hoje sinto muitos pais colocando as crianças em inúmeras atividades e querendo que elas sejam "boas" em tudo, evitando que eles passem pela frustração de não ser sempre o melhor... Isso é um erro e pode gerar muitos problemas no futuro, afinal nem todo mundo é bom em tudo na vida real
4- Ser um CIDADÃO que vai REVINDICAR INCLUSÃO E MUDANÇAS
Ainda hoje as nossas cidades, shoppings e outros locais públicos não estão preparados para as deficiências. Não há sinal sonoro nos semáforos e nos elevadores para quem não vê. Não há rampas, elevadores de fácil acesso... Se todos conviverem e compreenderem a necessidade desses equipamentos, todos iremos reivindicar. E se os céus nos ouvirem, não estacionarão seus veículos em vagas exclusivas para deficientes ou idosos...
5- Ser FLEXÍVEL
Não há apenas uma forma de jogar futebol, se colocarmos um guizo na bola o amigo que não enxerga pode jogar! Não há só um jeito de jogar basquete! Não há só uma forma de dar comida para a boneca, nossa amiga sem braços sabe usar o pé!
domingo, 29 de novembro de 2015
Porque é tão difícil falar sobre a morte? Mas é muito necessário!
A Morte é a única certeza da Vida... mas, nós adultos não sabemos lidar com ela e não sabemos ensinar os nossos filhos a entendê-la...
Quando esse assunto surge em rodas de mães/pais vejo a perplexidade de todos quando defendo que a criança não deve ser "poupada" e que expressões como "virou estrela/anjinho", e pior, "está dormindo para sempre" são péssimas.
Explico: são expressões que não explicam que o ser amado partiu para sempre e dá a falsa ideia que um dia ele (a) pode voltar. Isso é ruim? Sim! A criança pode achar que o ser amado não voltou porque ela não merece, ou fez algo errado... E essa culpa ninguém merece!
Quando falar sobre a morte com a criança? Quando ela acontece. No desenho animado, do bichinho de estimação, ou de um familiar.
Sejamos claros com elas. E temos de dizer que isso pode gerar sofrimento e que não é errado sofrer.Se sentir triste, assustado, abandonado é normal, e não precisa ser escondido de ninguém. Falar sobre os sentimentos ajuda muito, mas como o exemplo é o melhor professor, nós - adultos - devemos ser claros e transparentes sobre os nossos sentimentos.
Temos de ser claros: tudo que está vivo um dia vai morrer. Ao contrário do que acontece nos desenhos animados, a morte é para sempre. Se as nossas crenças pessoais incluem a vida pós a morte não é errado dizê-lo, mas é útil dizer que nem todos acreditam nisso. O (a) seu (sua) filho (a) vive em sociedade e se um (a) amiguinho (a) dizer algo diferente ele (a) tem de aceitar que há outras formas de aceitar.
Se a morte for de alguém próximo sugiro permitir que a criança participe dos rituais de velório, enterro e/ou da cremação. Isso ajuda a tornar a situação mais real. Explique para a criança o que vai acontecer e se ela quer participar dessa "despedida".
Não deixe de falar daquele que partiu. Mas sempre fale no passado. Não dê a falsa impressão de que o ser amado vai voltar, isso pode gerar uma fantasia, angústia e expectativa. Pode ser útil fazer um álbum, ou uma caixa, de memórias. Ajuda a criança a entender que as lembranças e memórias estarão sempre por perto e que não é errado querer se lembrar.
Se algum ente querido estiver seriamente doente e a morte for inevitável, prepare a criança para o fato. Não deixe que seja uma surpresa. Se possível faça com a criança participe do processo, vivencie e possa aos poucos se organizar internamente para isso.
Se o assunto é muito difícil para você há alguns livros que podem ajudar a ambos (você e seu/sua filho (a)) a entender melhor a questão.
Quando esse assunto surge em rodas de mães/pais vejo a perplexidade de todos quando defendo que a criança não deve ser "poupada" e que expressões como "virou estrela/anjinho", e pior, "está dormindo para sempre" são péssimas.
Explico: são expressões que não explicam que o ser amado partiu para sempre e dá a falsa ideia que um dia ele (a) pode voltar. Isso é ruim? Sim! A criança pode achar que o ser amado não voltou porque ela não merece, ou fez algo errado... E essa culpa ninguém merece!
Quando falar sobre a morte com a criança? Quando ela acontece. No desenho animado, do bichinho de estimação, ou de um familiar.
Sejamos claros com elas. E temos de dizer que isso pode gerar sofrimento e que não é errado sofrer.Se sentir triste, assustado, abandonado é normal, e não precisa ser escondido de ninguém. Falar sobre os sentimentos ajuda muito, mas como o exemplo é o melhor professor, nós - adultos - devemos ser claros e transparentes sobre os nossos sentimentos.
Temos de ser claros: tudo que está vivo um dia vai morrer. Ao contrário do que acontece nos desenhos animados, a morte é para sempre. Se as nossas crenças pessoais incluem a vida pós a morte não é errado dizê-lo, mas é útil dizer que nem todos acreditam nisso. O (a) seu (sua) filho (a) vive em sociedade e se um (a) amiguinho (a) dizer algo diferente ele (a) tem de aceitar que há outras formas de aceitar.
Se a morte for de alguém próximo sugiro permitir que a criança participe dos rituais de velório, enterro e/ou da cremação. Isso ajuda a tornar a situação mais real. Explique para a criança o que vai acontecer e se ela quer participar dessa "despedida".
Não deixe de falar daquele que partiu. Mas sempre fale no passado. Não dê a falsa impressão de que o ser amado vai voltar, isso pode gerar uma fantasia, angústia e expectativa. Pode ser útil fazer um álbum, ou uma caixa, de memórias. Ajuda a criança a entender que as lembranças e memórias estarão sempre por perto e que não é errado querer se lembrar.
Se algum ente querido estiver seriamente doente e a morte for inevitável, prepare a criança para o fato. Não deixe que seja uma surpresa. Se possível faça com a criança participe do processo, vivencie e possa aos poucos se organizar internamente para isso.
Se o assunto é muito difícil para você há alguns livros que podem ajudar a ambos (você e seu/sua filho (a)) a entender melhor a questão.
sábado, 14 de novembro de 2015
Tragédias: Quando tudo parece irreal... como explicar às crianças?
Quando tudo parece irreal... como explicar às crianças?
Mariana... Paris... Mortes nos noticiários e descrição de tragédias! Se nós adultos não conseguimos entender, como explicar às crianças?
Minha filha é pequena, ainda entende pouco; mas se fosse uns 2-3 anos mais velha, o que eu poderia dizer? pensei muito e chorei um bocado, mas busquei algumas respostas, com psicólogos e com o aprendizado do passado.
Lembre-se que tragédias sempre aconteceram desde que o mundo é mundo, e sempre nós - em qualquer idade - tivemos de conviver com elas!
1º Não fuja do assunto
Se a criança viu, ou ouviu, sobre a tragédia ela vai querer saber mais, perguntar, entender... Não fuja, mesmo que tenha de responder "eu também não sei porque...", mas deixe a criança se expressar
2º Não minta
Nunca faça de conta que nada aconteceu, especialmente se a tragédia impacta a vida da criança (imagine uma criança de Mariana hoje...), isso só vai diminuir a confiança que seu (sua) filho (a) tem em você
3º Tente controlar as suas emoções e sua língua!
Frente ás tragédias tentamos extravasar falando... xingando o "vilão", questionando Deus e suas decisões, desejando mal "aos causadores"... E quantas vezes esquecemos que as crianças estão em volta? E quando nos damos conta pensamos "eles não entendem ainda". MENTIRA!
Eles entendem, eles absorvem e eles reproduzem o que aprendem conosco.
Lembre-se que você não está sozinho (a) e controle-se. Provavelmente tudo que você diria naquele momento, algumas horas ou dias depois você mesmo (a) não concordaria. Ter filho (a) é antecipar essa reflexão.
Não só nas tragédias, mas na hora de comentar a roupa da amiga, o comportamento da vizinha, ou a educação que a (o) amiguinha (o) da sua (seu) filho (a) recebe...
é dessa forma que as crianças reproduzem frases como: "negros quando não defecam na entrada, defecam na saída" (máxima, traduzida de forma educada, da minha avó... que era mulata!) ou "meninos não choram", "rosa é de menina", "carrinho é de menino".
Quantas vezes vejo os pais se questionarem: "De onde ele (ela) tirou isso?" e não se enxergando!
4º Ressalte as atitudes heroicas, que sempre existem!
Mostre o bombeiro salvando animais em Mariana e ressalte que todos merecem carinho e salvação! Mostre os voluntários acolhendo os desabrigados. Separe roupas e/ou comida e leve com a criança para doar para as vítimas.
Mostre que a solidariedade pode ser a chave para diminuir o sofrimento.
5º Nunca culpe alguém, alguma crença ou posição política/filosófica
Aproveite para explicar ao seu (sua) filho (a) que em todas as sociedades, grupos religiosos e etc, há gente boa e gente que "não é tão legal", independente de onde moram, roupa que usam, quanto tem de dinheiro ou que igreja/religião frequentam.
Não faça de uma tragédia outra: a criação de preconceito no coração e mente do (a) seu (sua) filho (a).
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Dia Mundial da Adoção
Sandra Bullock, mãe de Louis, de 5 anos diz tudo:
"Estou cansada de ouvir de todos que ele não é meu filho, que ele não é meu sangue. Que sou uma mãe adotiva. Eu sou uma mãe. Não preciso de qualquer outro rótulo ou prefixo. Eu sei que o adotei e tenho orgulho disso. Ele pode não ter meus olhos, ele pode não ter o meu sorriso, ele pode não ter o meu tom de pele, mas ele tem todo o meu coração. Uma mãe é a pessoa que cria, ama e cuida do filho. Não importa se você tem ou não o mesmo sangue. Tenho meu filho em meus braços e agradeço a Deus por trazer ele para mim. Se eu tivesse seguido o padrão esperado para formar uma família, eu não o teria encontrado. Eu precisei conhecê-lo. Eu precisava ser mãe dele. Eu sei agora o porquê de tudo o que me aconteceu. Ou não aconteceu. Então eu pude conhecer este pequeno rapaz. Ele é, em todos os sentidos, meu filho.… espero que muita gente leia isso especialmente aqueles que são contra adoção e a consideram como um tabu. A adoção é maravilhosa. É uma dádiva de vida. Que o desejo de seu coração possa ser dar um lar a uma criança."
"Estou cansada de ouvir de todos que ele não é meu filho, que ele não é meu sangue. Que sou uma mãe adotiva. Eu sou uma mãe. Não preciso de qualquer outro rótulo ou prefixo. Eu sei que o adotei e tenho orgulho disso. Ele pode não ter meus olhos, ele pode não ter o meu sorriso, ele pode não ter o meu tom de pele, mas ele tem todo o meu coração. Uma mãe é a pessoa que cria, ama e cuida do filho. Não importa se você tem ou não o mesmo sangue. Tenho meu filho em meus braços e agradeço a Deus por trazer ele para mim. Se eu tivesse seguido o padrão esperado para formar uma família, eu não o teria encontrado. Eu precisei conhecê-lo. Eu precisava ser mãe dele. Eu sei agora o porquê de tudo o que me aconteceu. Ou não aconteceu. Então eu pude conhecer este pequeno rapaz. Ele é, em todos os sentidos, meu filho.… espero que muita gente leia isso especialmente aqueles que são contra adoção e a consideram como um tabu. A adoção é maravilhosa. É uma dádiva de vida. Que o desejo de seu coração possa ser dar um lar a uma criança."
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Eu fui uma criança "gordinha" e uma adulta obesa mórbida... Como evitar a epidemia de OBESIDADE INFANTIL?
Quando eu era pequena a expressão "que bebê lindo, gordinho"... Uma herança da época - sem vacinas e/ou antibióticos - que a criança mais bem nutrida era mais capaz de passar pela primeira infância, e suas infecções com maior sucesso.
Eu fui uma bebê gorda (diria até obesa) e esse problema me perseguiu por toda vida, e só foi de alguma forma resolvido com a cirurgia bariátrica (redução de estômago).
Veja abaixo o risco da criança obesa se tornar um adulto obeso:
No Brasil nas últimas 2 décadas a prevalência da obesidade infanto-juvenil subiu 240%!! Uma a cada três crianças de 5 a 9 anos está acima do peso.
Hoje em dia temos inúmeros fatores que levaram a OBESIDADE INFANTIL ser uma problema de saúde pública em todo mundo:
Eu fui uma bebê gorda (diria até obesa) e esse problema me perseguiu por toda vida, e só foi de alguma forma resolvido com a cirurgia bariátrica (redução de estômago).
Veja abaixo o risco da criança obesa se tornar um adulto obeso:

No Brasil nas últimas 2 décadas a prevalência da obesidade infanto-juvenil subiu 240%!! Uma a cada três crianças de 5 a 9 anos está acima do peso.
- alimentação "fast food", industrializada, usada como forma de recompensa (já falamos disso no post Alimentação infantil: não fale para seu filho fazer o que VOCÊ não faz..) e,
- redução da atividade física (o simples brincar: correr, pular, andar de bicicleta) que foi substituída pelos brinquedos eletrônicos.
- Esse fenômeno não é só culpa dos brinquedos eletrônicos ou da web, mas também do aumento da violência e da redução dos espaços (parques, rua, playgrounds) para que as crianças possam exercer esta atividade livremente. Outro problema é como sempre... o exemplo! Os pais também estão cada vez mais sedentários... E por fim o fenômeno do "mini-adulto" que faz: inglês, mandarim, kumon, etc... para um dia ser muito bem sucedido no "vestibular" (nem sabemos se isso vai existir daqui algum tempo), fazer uma faculdade de ponta (será que quando eles crescerem isso ainda vai ser importante?) e ser um adulto bem sucedido (o que é isso? ser feliz ou ganhar dinheiro?)
Este post é para explicar os motivos, os riscos e como evitar a OBESIDADE INFANTIL
O que é ser "gordinho" e o que é ser obeso?
Primeiro sinal: seu (sua) filho (a) está com um peso superior a dos seus (suas) coleguinhas da mesma idade. Geralmente, acreditamos que a família nota isso, mas um estudo recente na Espanha e no Reino Unido mostrou que 30 a 45% dos pais entrevistados não conseguiam identificar o excesso de peso dos filhos, a menos que a criança fosse muito obesa! Uma boa ferramenta são gráficos de crescimento (peso e altura) que o seu pediatra preenche em toda consulta de puericultura. Converse e ouça o seu pediatra sobre o assunto!
Quais são os fatores de risco para a obesidade infantil?
Fatores Genéticos: filhos de pais obesos tem maior risco de se tornarem obesos, mesmo que não sejam criados por estes pais. Mas, a genética só se manifesta se o ambiente permite, ou seja, se a família tem estilo de vida sedentário e abusa de uma alimentação não-saudável.
Mães que engordam muito durante a gravidez (especialmente aquelas que evoluem com Diabetes durante a gestação por esse excesso de ganho de peso), ou sofrem de privação alimentar (desnutrição), geram crianças com maior tendência a obesidade.
Há um fator psicológico da relação entre os pais e a criança que também é importante. Em muitas famílias a comida é usada como recompensa, ou como prova de amor da criança pela mãe/pai ("se você me ama, vai comer tudinho")
Saciedade: isso deve ser respeitado
Toda pessoa nasce com a sensação de fome e de saciedade. O bebê chora quando está com fome, recebe o leite e descobre a saciedade!
Muitos pais/mães não conseguem entender que a quantidade de comida que a criança ingeriu pode parecer pequena, mas é suficiente para sacia-las. Essa quantidade varia de pessoa a pessoa, de criança para criança.
"Em casa que tem comida criança não passa fome" Não é necessário que a criança raspe o prato. Respeite quando a criança não quiser mais comida. Se mais tarde ela ficar com fome, ofereça novamente a comida salgada ou uma fruta, iogurte, etc
Frustração (birra) e ansiedade (resposta a mudanças na rotina) na criança: comida não é tratamento para isso!
Muitas famílias tratam a birra trocando o seu fim por recompensas alimentares, geralmente doces e/ou salgadinhos industrializados. Já conversamos sobre birra em BIRRA: Quem já não perdeu a paciência?
Muitas vezes os pais/mães recorrem a comida quando estão ansiosos, ou com problemas, dando o exemplo para a criança. quando a criança frente a uma nova situação, por exemplo, troca de escola ou de professora, e ao se expressar ganha "uma gostosura"... estão ensinando um comportamento que vai ser para toda a vida e gerar essa associação "ansiedade-comida".
Prevenção é a palavra de ordem
No Pré-natal o ginecologista-obstetra deve identificar os fatores de risco da gestante: diabetes, colesterol elevado, tabagismo, pressão alta, doenças cardíacas... e então orienta-la: alimentação adequada, exercício físico durante a gravidez e ganho de peso correto.
No dia-à-dia o pediatra deve (o que chamamos de puericultura): estimular o aleitamento materno exclusivo até o 6º mês, conversar sempre sobre a alimentação saudável e o respeito a saciedade da criança, a grande necessidade de EXEMPLO familiar, estimular a atividade física (que não precisam ser aulas de esportes, mas a liberdade do brincar!). Portanto, não deixe de levar seu/sua filho (a) a cada 6 meses/1 ano (após o 1º/2º ano, quando as consultas devem ser mais frequentes, para orientações nutricionais, de vacinação e avaliação do desenvolvimento da criança) ao pediatra!
Quais os riscos da obesidade infantil
Complicações físicas: Colesterol alto, diabetes tipo 2, pressão alta, sobrecarga nos ossos, acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática), puberdade precoce (amadurecimento dos órgãos sexuais antes da idade correta), acne, infecções de pele (especialmente nas dobras), asma e outras alterações respiratórias.
Complicações Emocionais: Baixa autoestima, depressão, maior chance de bullying na infância, alterações do comportamento.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Protegendo seu filho na Web
Tenho me revoltado muito com as publicações de pais na Internet (Youtube/Facebook/etc) em que pais divulgam crianças sofrendo (chorando, assustadas, caindo...).
Quem são esses seres humanos que enquanto o(a) filho(a) chora e precisa de colo, afago, carinho se preocupa em ficar com um celular na mão para gravar a criança sofrendo, para depois divulgar como se fosse engraçado?
Os pais tem DEVER de proteger seus filhos, na medida do que é possível. Nem sempre estaremos na vida deles, mas enquanto podemos, devemos.
A Internet criou várias facilidades... eu poder conversar com vocês... podermos rever amigos de longa data... ou encontrar novos!
Mas como e com qual idade devemos liberar/monitorar os recursos da rede? Afinal, não faz sentido priva-lo(a) desse recurso que será parte da vida dele(a) para sempre, pessoal e profissionalmente (minha opinião pessoal).
Busquei várias fontes, e abaixo o que encontrei:
1- Estabeleça horários de uso e as regras
Uma das regras até por volta dos 16-18 anos (dependerá da maturidade do(a) pimpolho(a) é ter acesso a todas as senhas das redes sociais e deixar claro que você as vasculhará.
Com a detecção da maturidade do adolescente a "invasibilidade" pode ser retirada e será uma prova de confiança entre você e seu (sua) filho (a).
Veja aqui quais os sinais de maturidade.
2-Sempre deixe o computador em local visível e sempre dê uma "passadinha" por ali
Tente ser discreto(a) na hora de chegar, há vários recursos que os (as) pequenos (as) rapidamente aprendem para fechar janelas rapidamente.
3- Use o Windows Live para monitorar a navegação da criança
4- Use o Zuggi, um buscador na web, específico para crianças que bloqueia sites impróprios. Gratuito!
5- Deixe claro o que é PEDOFILIA, seus perigos e como detectá-la.
Indique que qualquer contato suspeito deve ser comunicado e observado por você.
Avise que não devemos aceitar o convite de qualquer pessoa, e sim de pessoas que conhecemos pessoalmente ou nos são indicadas pela escola, amigos ou familiares.
Oriente que qualquer contato excessivo, que o tempo todo insista para obter informações pessoais, são suspeitas.
6- Ensine que nem tudo que está nas redes sociais é VERDADE.
Explique claramente que antes de reproduzir uma informação é importante avaliar a fonte e a veracidade. Deixe claro que em caso de dúvidas você sempre estará a disposição para ajudar!
7- PRIVACIDADE
Deixe claro que senhas, endereços pessoais, da escola e/ou virtuais, NUNCA preencher questionários/formulários online sem sua aprovação, NÃO compartilhar fotos com desconhecidos, NUNCA aceitar encontrar "novos amigos" feitos online sem a sua presença.
Quem são esses seres humanos que enquanto o(a) filho(a) chora e precisa de colo, afago, carinho se preocupa em ficar com um celular na mão para gravar a criança sofrendo, para depois divulgar como se fosse engraçado?
Os pais tem DEVER de proteger seus filhos, na medida do que é possível. Nem sempre estaremos na vida deles, mas enquanto podemos, devemos.
A Internet criou várias facilidades... eu poder conversar com vocês... podermos rever amigos de longa data... ou encontrar novos!
Mas como e com qual idade devemos liberar/monitorar os recursos da rede? Afinal, não faz sentido priva-lo(a) desse recurso que será parte da vida dele(a) para sempre, pessoal e profissionalmente (minha opinião pessoal).
Busquei várias fontes, e abaixo o que encontrei:
1- Estabeleça horários de uso e as regras
Uma das regras até por volta dos 16-18 anos (dependerá da maturidade do(a) pimpolho(a) é ter acesso a todas as senhas das redes sociais e deixar claro que você as vasculhará.
Com a detecção da maturidade do adolescente a "invasibilidade" pode ser retirada e será uma prova de confiança entre você e seu (sua) filho (a).
Veja aqui quais os sinais de maturidade.
2-Sempre deixe o computador em local visível e sempre dê uma "passadinha" por ali
Tente ser discreto(a) na hora de chegar, há vários recursos que os (as) pequenos (as) rapidamente aprendem para fechar janelas rapidamente.
3- Use o Windows Live para monitorar a navegação da criança
4- Use o Zuggi, um buscador na web, específico para crianças que bloqueia sites impróprios. Gratuito!
5- Deixe claro o que é PEDOFILIA, seus perigos e como detectá-la.
Indique que qualquer contato suspeito deve ser comunicado e observado por você.
Avise que não devemos aceitar o convite de qualquer pessoa, e sim de pessoas que conhecemos pessoalmente ou nos são indicadas pela escola, amigos ou familiares.
Oriente que qualquer contato excessivo, que o tempo todo insista para obter informações pessoais, são suspeitas.
6- Ensine que nem tudo que está nas redes sociais é VERDADE.
Explique claramente que antes de reproduzir uma informação é importante avaliar a fonte e a veracidade. Deixe claro que em caso de dúvidas você sempre estará a disposição para ajudar!
7- PRIVACIDADE
Deixe claro que senhas, endereços pessoais, da escola e/ou virtuais, NUNCA preencher questionários/formulários online sem sua aprovação, NÃO compartilhar fotos com desconhecidos, NUNCA aceitar encontrar "novos amigos" feitos online sem a sua presença.
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